O ex-técnico da Seleção Brasileira e de diversos clubes, Carlos Alberto Parreira, continua internado no Hospital Samaritano, localizado na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. A unidade de saúde atualizou na tarde desta sexta-feira, 3, o quadro clínico do ex-treinador e informou que ele está sedado e respirando com ajuda de aparelhos.
Parreira, aos 83 anos, está internado desde 16 de junho e agora foi diagnosticado com uma inflamação pulmonar e apresentou um quadro infeccioso com repercussão na função renal. Ele também está sendo submetido a sessões de hemodiálise.
Parreira e o linfoma de Hodgkin
Parreira, que tem um histórico memorável no futebol mundial, convive desde 2023 com um linfoma de Hodgkin. Trata-se de um tipo de câncer que atinge o sistema linfático — a rede de vasos e gânglios que desempenha um papel fundamental na defesa do organismo humano.
Desde o diagnóstico, o treinador tem mantido o foco no tratamento da doença. A notícia da internação gerou uma onda de mensagens de apoio nas redes sociais, com torcedores e profissionais do esporte enviando energias positivas ao tetracampeão mundial.
O linfoma de Hodgkin corresponde a 20% do total de casos de linfomas e apresenta taxa de cura de 90% quando tratado adequadamente. A doença se desenvolve nos linfonodos e pode surgir em qualquer região do corpo, principalmente no tórax, pescoço e axilas. A faixa etária mais atingida fica entre 25 e 30 anos.
Causas e sintomas do linfoma
A infecção pelo vírus Epstein-Barr pode levar ao desenvolvimento de células cancerígenas. O vírus, conhecido por causar a mononucleose infecciosa, afeta o DNA de células de defesa do organismo.
Sintomas e diagnóstico
Entre os sinais da doença está a febre acima de 37,9°C. O diagnóstico envolve procedimentos como biópsia, PET-CT e estadiamento para avaliar a extensão do câncer em relação ao diafragma.
Opções de tratamento para o linfoma de Hodgkin
O tratamento do linfoma de Hodgkin pode incluir quimioterapia, radioterapia e imunoterapia. Em casos mais complexos, o transplante autólogo de células-tronco hematopoiéticas ou o transplante alogênico de células-tronco hematopoiéticas são alternativas disponíveis.
A doença afeta o tecido linfoide e os gânglios, diferenciando-se dos linfomas não Hodgkin por características específicas identificadas durante a investigação médica.
Fonte: Com informações de Drauzio Varella
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