O ataque contra duas jovens em Sobradinho, no Distrito Federal, terminou com a prisão preventiva de Paulo Sérgio Sousa, de 42 anos, suspeito de estupro, roubo e ameaças. O crime ocorreu na noite de terça-feira (30/06), quando as vítimas voltavam para casa após saírem da rodoviária da região.
Segundo o relato de uma das jovens ao porta Metrópoles, elas precisaram seguir parte do trajeto a pé depois que o ônibus habitual não passou. Durante o caminho, perceberam um homem próximo. Armado com uma faca, ele anunciou o assalto, exigiu celulares e revistou as mochilas. Como não encontrou os aparelhos, tornou-se mais agressivo e passou a fazer ameaças de morte.
Violentadas sexualmente na mata
O suspeito obrigou as vítimas a entregar brincos, anéis, pulseiras e óculos. Depois, levou as duas para uma área de mata, onde, conforme o depoimento, foram mantidas sob domínio por cerca de duas horas e violentadas sexualmente. A identidade das jovens foi preservada.
“Ele mandava a gente olhar para ele. Queria ver o nosso desespero”, relatou uma das vítimas. Ela afirmou ainda que, ao perceber que as duas eram namoradas, o agressor ameaçou matar uma delas caso a outra tentasse reagir.
Em um momento de distração, uma das jovens conseguiu tomar a faca. Houve luta corporal, e as vítimas correram em direção à via pública. “Ela gritou: ‘Corre para a luz’, porque era a única coisa que a gente enxergava”, contou. Um motorista de aplicativo parou para ajudá-las e as levou à 13ª Delegacia de Polícia, em Sobradinho.
Polícia localiza e prende suspeito
Equipes da Polícia Civil localizaram Paulo Sérgio Sousa nas proximidades. Segundo a corporação, ele tentou se esconder debaixo de um caminhão, mas foi cercado e preso. Objetos pertencentes às vítimas foram encontrados com o suspeito.
As jovens foram encaminhadas para atendimento hospitalar e submetidas aos protocolos médicos para casos de violência sexual. Depois, reconheceram formalmente o investigado na delegacia. Após audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva.
A Polícia Civil do Distrito Federal apura se Paulo Sérgio Sousa pode ter cometido outros crimes sexuais na região. O caso segue em investigação, e o suspeito terá direito à defesa durante o processo.
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