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Cristiano, Messi e veteranos desafiam a idade na Copa; ídolos do Pará explicam o fenômeno

Messi e Cristiano Ronaldo entram na reta final da carreira com números impressionantes e mantêm viva a corrida histórica pelos mil gols. Foto: divulgação

A Copa do Mundo de 2026 tem mostrado que a idade já não representa um limite para competir em alto nível. Aos 41 anos, Cristiano Ronaldo segue como referência de Portugal, enquanto Lionel Messi, aos 39, continua sendo decisivo pela Argentina. Veteranos como Uchôa, do México, e Vozinha, do Cabo Verde, reforçam que a longevidade se tornou uma das marcas do futebol moderno.

Há poucas décadas, era comum que jogadores encerrassem suas carreiras internacionais pouco depois dos 35 anos. Hoje, os avanços da medicina esportiva, da preparação física, da nutrição e da recuperação muscular permitem que atletas permaneçam competitivos por muito mais tempo, mudando completamente a forma de enxergar o envelhecimento dentro do esporte.

Combate ao etarismo no esporte

Essa transformação também ajuda a combater o etarismo, preconceito relacionado à idade. Para o gerente institucional do Instituto de Longevidade MAG, Antonio Leitão, a presença desses atletas em grandes competições desafia antigos conceitos, conforme entrevista ao portal AnaMaria.

“A idade cronológica, por si só, não deve ser utilizada como medida de potencial ou competência. O desempenho depende de preparo, adaptação e das oportunidades oferecidas ao atleta.”

Gerente institucional do Instituto de Longevidade MAG, Antonio Leitão.

Tecnologia e longevidade no futebol

Ídolo de Remo, Paysandu e Castanhal, o ex-atacante Edil, artilheiro e referência do futebol raiz, acredita que a evolução tecnológica revolucionou o futebol.

“Na nossa época os gramados eram ruins, a preparação física era completamente diferente e muitas coisas que fazíamos hoje sabemos que não eram as mais indicadas. Mesmo assim consegui jogar por 21 anos como profissional, praticamente sem lesões graves e sempre cuidando muito do meu corpo. Hoje os gramados são bons, as bolas, as chuteiras, tudo de couro de canguru, a melhor tecnologia”

Edil, ex-jogador

Para Edil, os recursos atuais fariam sua carreira durar ainda mais.

“Tenho certeza de que, se tivesse a estrutura que os atletas possuem hoje, jogaria tranquilamente, joguei 21 anos profissionalmente, jogaria fácil 25 ou 30 anos de carreira profissionalmente. Hoje existem gramados melhores, medicina esportiva, fortalecimento muscular, suplementação, psicólogos e métodos de recuperação que prolongam a vida útil do jogador. A tecnologia ajuda muito quem se dedica.”

Edil, ex-jogador

Estrutura fora dos clubes também faz a diferença, diz Marquinho Belém.

O ex-lateral Marquinho Belém destaca que a evolução não acontece apenas dentro dos centros de treinamento.

“Os avanços da ciência transformaram a carreira dos atletas. Além disso, muitos jogadores de ponta investem em academias, equipamentos de recuperação, clínicas de fisioterapia e profissionais particulares dentro de casa. Esse acompanhamento permanente faz toda a diferença para manter o rendimento em alto nível.”

Marquinho Belém, ex-jogador

O futebol moderno passou a valorizar a experiência tanto quanto a juventude, mostrando que disciplina, investimento e conhecimento podem estender carreiras e quebrar preconceitos que, durante muitos anos, pareciam impossíveis de superar. E que bom, para quem é amante do futebol, que esses recursos surgiram. Assim nos damos ao luxo de ver a história se prolongar diante de nossos olhos assistindo Messi, CR7 e tanto outros cuja idade os dariam como ‘mortos’ para o mundo da bola, no entanto, seguem brilhando em alto nível.

Conteúdo sobre etarismo no futebol:

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