O atentado contra o primeiro-tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, mantém o policial internado em estado gravíssimo, porém estável, nesta terça-feira (30). Irmão de Eloá Cristina Pimentel, ele permanece sedado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, sob monitoramento neurológico contínuo.
Ronickson é o irmão mais velho de Eloá Cristina Pimentel, morta aos 15 anos, em 2008, depois de permanecer cerca de 100 horas em cárcere privado no apartamento onde morava, em Santo André. O autor do crime, o ex-namorado Lindemberg Alves Fernandes, foi condenado por homicídio, tentativa de homicídio, cárcere privado e outros delitos.
Evolução clínica é lenta
O boletim médico mais recente informa que Ronickson recebe alimentação por sonda e medicamentos para preservar a irrigação cerebral. Os exames são compatíveis com a gravidade do trauma e, até o momento, não apontaram complicações consideradas preocupantes. A evolução clínica é lenta, mas está dentro do esperado. A família relatou uma “resposta neurológica positiva”, embora o quadro ainda exija cautela.
Ronickson foi baleado na cabeça na manhã de sábado, 27 de junho, na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Imagens de segurança mostram que o tenente havia acabado de deixar uma academia e foi seguido até parar em um semáforo, quando dois homens em uma motocicleta se aproximaram e efetuaram os disparos. Ele foi socorrido pelo helicóptero Águia da Polícia Militar e submetido a uma cirurgia neurológica de emergência.
Policial luta pela vida
A Polícia Militar desmentiu publicações que chegaram a anunciar a morte do oficial. “Momento exige extrema cautela, ele está lutando por sua vida”, informou a corporação. Familiares também pediram que o público considere como verdadeiras apenas as atualizações divulgadas pelos canais oficiais da Rota.
Dois homens, de 40 e 52 anos, foram presos em Guaianases, na Zona Leste da capital paulista, sob suspeita de monitorar a rotina do tenente e repassar informações aos executores. A Justiça decretou a prisão temporária dos investigados pelo prazo de 30 dias. As identidades deles não foram divulgadas, e a apuração prossegue para esclarecer a participação de todos os envolvidos.
A investigação utiliza imagens do sistema Smart Sampa para reconstruir a rota de fuga. A motocicleta empregada no atentado foi abandonada em Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo, e outros veículos são investigados por possível apoio logístico.
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