O Paysandu viveu duas competições dentro da mesma Série C. Nas seis primeiras rodadas, o Papão se consolidou entre os protagonistas, permaneceu invicto e chegou a passar rodadas liderança. Hoje, porém, o cenário é outro. A derrota para o Santa Cruz, na Curuzu, ampliou a sequência irregular da equipe e acendeu um sinal de alerta para a reta decisiva da primeira fase.
A mudança de panorama começou na sétima rodada, quando o clube perdeu a invencibilidade diante do Caxias. Desde então, o rendimento despencou. Em seis partidas disputadas, foram apenas duas vitórias e quatro derrotas, com 33,3% de aproveitamento. No recorte anterior, o desempenho era de 77,8%, fruto de quatro vitórias e dois empates nas seis primeiras rodadas.
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O contraste
- Queda de 44,5 pontos percentuais no aproveitamento.
- O número de derrotas saltou de 0 para 4.
- A defesa passou de 1 gol sofrido por jogo para 1,67 gol sofrido por partida.
- O ataque caiu de 2,17 gols por jogo para 1 gol por jogo.
Mais do que os resultados, o desempenho em campo também caiu. O Lobo passou a encontrar dificuldades para controlar as partidas, criou menos oportunidades claras e voltou a apresentar falhas defensivas que vêm acompanhando a equipe ao longo da temporada.
Um dos pontos que coincide com essa queda é a ausência de Caio Mello. O volante, lesionado na final da Copa Verde, desfalcou o time nas últimas três rodadas.
Responsável por dar equilíbrio ao meio-campo e ditar o ritmo da equipe ao lado de Marcinho, a ausência tem sido sentida justamente em um período de maior instabilidade do Papão. Há um detalhe: com ele, o Lobo não tem uma derrota.
Nem mesmo a vitória sobre o Maranhão serviu para afastar as dúvidas. O triunfo veio apenas no último lance da partida, após um jogo de pouca criatividade ofensiva. Antes disso, o Paysandu havia perdido para a Inter de Limeira dentro da Curuzu, resultado que já havia ligado o sinal de preocupação.
Contra o Santa Cruz, os problemas reapareceram de forma ainda mais evidente. A equipe pernambucana explorou as fragilidades defensivas, principalmente nas bolas aéreas, fundamento que tem castigado o Paysandu em diferentes momentos da temporada.
O adversário, que havia marcado apenas oito gols em 11 rodadas, balançou as redes três vezes em Belém e conquistou a primeira vitória na história dentro da Curuzu.
Mesmo permanecendo na terceira colocação, com 20 pontos, o Papão passou a ver os concorrentes reduzirem a distância na tabela. A vantagem construída nas primeiras rodadas praticamente desapareceu, tornando a disputa por uma vaga no G-8 ainda mais equilibrada.
Com sete rodadas restantes até o encerramento da primeira fase, o Paysandu terá pouco tempo para reencontrar o futebol que apresentou no início da competição. O próximo desafio será diante do Ypiranga, em Erechim, confronto que pode marcar uma reação ou ampliar o momento de instabilidade que hoje preocupa comissão técnica, elenco e torcida.






