O suspeito, que residia nas proximidades da casa da vítima, era conhecido na comunidade por trabalhar como catador de materiais recicláveis
Espancado até a morte por populares, George Hamilton dos Santos Gonçalves, apontado como principal suspeito do assassinato do menino Paulo Guilherme Guerra, de 6 anos, foi identificado como um homem com antecedentes criminais por estupro, registrados nos anos de 2004 e 2016.
O suspeito, que residia nas proximidades da casa da vítima, era conhecido na comunidade por trabalhar como catador de materiais recicláveis. Testemunhas afirmaram tê-lo visto empurrando um carrinho de mão com uma mala semelhante àquela em que o corpo da criança foi localizado.
Durante a busca na residência de George, a polícia encontrou uniformes escolares, mochilas, uma mala e um celular. Segundo moradores da área, o aparelho conteria fotos de diversas crianças, o que agora é alvo de análise pelas autoridades.
Prisão e linchamento
Após ser reconhecido por populares, o suspeito foi capturado e linchado na noite de segunda-feira (27), no próprio bairro da Marambaia. De acordo com informações do Centro Integrado de Operações Policiais (CIOP), o homem foi localizado por volta das 20h, nas proximidades de um canal nos fundos da Comara, e imediatamente cercado por moradores revoltados com o crime.
A situação rapidamente saiu do controle, resultando em um espancamento coletivo. Quando as equipes da Polícia Militar chegaram ao local, o suspeito já havia morrido. A área foi isolada para perícia, e equipes da Divisão de Homicídios e da Polícia Científica do Pará foram acionadas.
Investigação e repercussão
A Polícia Civil segue investigando o caso e apreendeu o celular do suspeito, que passará por análise técnica. Os investigadores buscam entender como a criança desapareceu e por que foi encontrada com roupas diferentes daquelas que usava ao sair de casa.
A tragédia causou comoção e revolta na comunidade, que ainda tenta compreender a sequência de eventos que levou ao desaparecimento e à morte do menino. A Delegacia de Homicídios de Belém continua colhendo depoimentos e analisando imagens de câmeras de segurança da região para esclarecer o crime.


