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sexta-feira, março 13, 2026

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Pescado terá preços controlados durante a Semana Santa

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Com a proximidade da Semana Santa, período em que aumenta o consumo de pescado, o monitoramento de preços e do abastecimento nos mercados da capital ganha maior atenção do poder público. A Prefeitura de Belém afirma que adotará medidas para evitar aumentos abusivos e garantir que o produto continue disponível para a população.

A maioria dos pescados comercializados nos mercados municipais de Belém apresentou aumento representativo de valor no mês de fevereiro. É o que apontou a pesquisa divulgada nesta quinta-feira (12), pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (Sedcon) e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/pa). Para evitar extrapolações de preços egarantir o abastecimento do peixe no período da Semana Santa, a Prefeitura de Belém realizará fiscalizações para controlar a saída do pescado que sai da capital a partir do dia 23 próximo.

Conforme estudo apresentado pela Sedcon e Dieese/pa, 20 das 23 espécies de pescado pesquisadas registraram aumento de preços, entre o meses de janeiro e fevereiro de 2026. O destaque foi o Tucunaré, espécie de maior valor agregado, que liderou as altas com reajuste de 24,40%. Em seguida aparecem o Tamuatá (+10,31%), o Cação (+7,05%), a Arraia (+6,76%) e a Pescada Gó (+6,14%). Também apresentaram elevação a Serra (+5,88%), a Pescada Amarela (+5,68%), a Traíra (+3,94%), o Filhote (+3,90%), o Mapará (+3,47%), o Bagre (+3,37%), o Curimatã (+2,41%), a Pratiqueira (+2,34%), a Sarda (+2,29%), o Tambaqui (+1,74%), a Piramutaba (+1,47%), a Corvina (+0,60%), a Gurijuba (+0,25%) e a Dourada (+0,20%).

Na outra ponta, apenas três espécies apresentaram recuo no mês de fevereiro: Tainha (-3,70%), Pescada Branca (-2,03%) e Aracu (-1,95%).

O vendedor de pescado no Mercado de Ferro do Ver-o-Peso e presidente da Sindicato dos Peixeiros de Belém, Fernando Souza, conta que a alta de preço no início do ano acontece, principalmente, pelo período de chuvas, que faz com que os peixes se afastem da costa, causando escassez e dificuldades na pesca. “Se as embarcações levam de 15 a 20 dias para trazer o pescado, agora levam o dobro desse tempo, gastando ainda mais óleo, gelo e demais gastos que acabam refletindo no preço final”, disse.

“Diante desse cenário, ganha centralidade a realização de ações coordenadas de abastecimento, fundamentais para ampliar a oferta direta ao consumidor e contribuir para preços mais equilibrados. Essas iniciativas cumprem papel estratégico ao reduzir intermediações, organizar a logística de distribuição e garantir maior previsibilidade ao mercado local”, analisou o supervisor técnico do Dieese no Pará, Everson Costa.

Para garantir o abastecimento do pescado na capital, a Prefeitura de Belém deve publicar ainda neste mês de março um Decreto que controla a saída do peixe que sai de Belém para outros municípios paraenses.



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“Para isso uma Guia de Transporte do Pescado (GTP) será emitida pela Sedcon a todos os comerciantes que desejam comprar peixe por atacado na Pedra do Peixe do Ver-o-Peso e levar até outra localidade. Com o controle dessa saída, a ideia é garantir o abastecimento local e evitar especulações de valores do peixe”, explicou o Secretário de Desenvolvimento Econômico, André Cunha.

Como parte da ação para garantir o abastecimento do pescado na Semana Santa, uma força-tarefa de diversos órgãos municipais deve ocorrer de 23 de março a 03 de abril, em toda a extensão do Complexo do Ver-o-Peso. “A ideia é justamente envolver vários agentes municipais para que a comercialização do pescado aconteça de forma organizada e controlada, sendo esta a maior operação dentro do Ver-o-Peso”, disse o coordenador da Operação Semana Santa pela Prefeitura de Belém e diretor de feiras e mercados da Sedcon, Neivo Cravo.

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