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quarta-feira, março 11, 2026

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Paraense de 17 anos busca ajuda para tratar endometriose em SP

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A solidariedade tem sido fundamental para ajudar pessoas que enfrentam desafios de saúde e precisam recorrer à mobilização coletiva para conseguir tratamento. Em muitos casos, familiares e amigos organizam campanhas para arrecadar recursos e garantir acesso a cuidados médicos especializados.

É o caso da jovem paraense Ana Laura, de 17 anos, que foi diagnosticada com endometriose profunda. A condição exige acompanhamento médico especializado e tratamento fora do Pará. Em São Paulo, onde ela está atualmente, poderá ter acesso a exames e procedimentos adequados para enfrentar o avanço da doença.

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Segundo a família, o tratamento envolve uma série de despesas, incluindo consultas médicas, exames, possível cirurgia, além dos custos com viagem e estadia durante o período de acompanhamento na capital paulista.

A mãe da jovem, Aline Pimenta, conta que os primeiros sinais da doença apareceram ainda na adolescência, mas, durante anos, os sintomas foram tratados como algo comum. Segundo ela, Ana Laura começou a sofrer com dores intensas e sangramentos desde a primeira menstruação, aos 12 anos, mas o quadro se agravou aos 15, quando as crises passaram a impedir a filha de frequentar a escola e manter uma vida social.

“Durante muito tempo diziam que era normal, mas as dores foram ficando cada vez mais fortes, a ponto de ela não conseguir mais ir para a escola e precisar de medicamentos cada vez mais fortes. Chegamos ao ponto de ela precisar de morfina para controlar a dor”, relata a mãe.

Aline explica que, após uma série de atendimentos e exames em Belém, o primeiro diagnóstico de endometriose surgiu depois de uma ressonância. Mesmo assim, segundo ela, muitos especialistas consideravam que as lesões eram pequenas demais para justificar a intensidade da dor da adolescente.

“Durante dois anos fomos de médico em médico e ninguém entendia o que estava acontecendo. Chegaram até a sugerir que poderia ser algo emocional. Foi um período muito difícil, com muitas idas a hospitais e emergências”, recorda ela.

A mãe também relata que a filha chegou a passar por uma cirurgia em Belém, mas as dores retornaram pouco tempo depois. Foi então que a família decidiu buscar ajuda em São Paulo, onde um especialista identificou que a doença havia avançado e afetado também músculos e nervos da região pélvica.

“Quando chegamos aqui, os médicos viram que a cirurgia anterior não tinha retirado toda a área comprometida. Foi necessário fazer uma nova cirurgia e também um procedimento para tratar a parte muscular afetada pela inflamação”, explica.

Segundo Aline, o tratamento exigiu um grande esforço financeiro da família. Para conseguir custear parte da cirurgia, ela vendeu o próprio carro e fez um empréstimo. Ainda assim, amigos, familiares e a escola da jovem se mobilizaram para ajudar com rifas e campanhas.


Hoje, após o procedimento, Ana Laura segue em recuperação e realizando fisioterapia especializada. Apesar das dificuldades enfrentadas, Aline destaca que a filha transformou a experiência em uma forma de ajudar outras mulheres que enfrentam o mesmo problema.

“Ela passou por muita dor e até chegou a pensar que estava ficando doida quando diziam que era emocional. Hoje, usa as redes sociais para contar a história dela e orientar outras meninas que também sofrem com endometriose”, diz.

A mãe também faz um alerta sobre a importância do diagnóstico precoce e da ampliação do conhecimento médico sobre a doença. “Infelizmente, ainda existe muita falta de informação. Muitas mulheres passam anos sofrendo até descobrir o que realmente têm”, conclui.

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Diante da urgência do caso e dos altos custos, familiares e amigos iniciaram uma campanha solidária para arrecadar recursos que ajudem Ana Laura nesse processo.

Além das contribuições financeiras, a mobilização também busca ampliar a divulgação do caso para alcançar mais pessoas e fortalecer a rede de apoio à jovem. A família destaca que qualquer ajuda é importante neste momento delicado.

Veja como ajudar

As doações podem ser feitas por meio de PIX, através da chave: 

  • (91) 98709-4998

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