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quarta-feira, março 11, 2026

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Pará como polo estratégico da indústria

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Encerrou nesta quarta-feira (11), em Belém, a etapa Norte da Jornada de Inovação da Indústria, evento que consolidou a região como um polo estratégico para o setor no país. Sediado na Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), o encontro reuniu representantes da indústria, startups, deeptechs, universidades e governo, além de instituições de ciência, tecnologia e inovação (ICTs), para debater desafios e soluções voltadas às transições digital e ecológica.

Promovida pela CNI e pelo Sebrae, com correalização da FIEPA e federações regionais, a jornada é parte da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), que busca fortalecer a competitividade da indústria brasileira por meio da articulação entre líderes empresariais e estímulo à inovação em diferentes territórios.



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Segundo Alex Carvalho, presidente da FIEPA, o evento vai além do mapeamento de problemas e buscou criar um ciclo de inovação que envolva toda a cadeia produtiva. “Precisamos criar mecanismos de fortalecimento desde a base, levando inovação para megaindústrias, pequenas empresas e startups. Ciência e tecnologia precisam ser aplicadas de forma prática, para que o Pará deixe de ser apenas fornecedor de matérias-primas e se torne um território de inovação”, afirmou.



Carvalho destaca que a jornada reforçou o legado da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), evento global sediado em 2025 em Belém, e evidencia a capacidade da região de gerar soluções inovadoras. “Santarém e Marabá deram um show de inovação. Temos criatividade, capacidade empreendedora e material humano antenado às mudanças rápidas da transformação digital e da inteligência artificial. Saber que o Estado do Pará está conectado a essas tendências é um grande indicador de que podemos agregar valor à nossa indústria”, disse.

A programação incluiu capacitação de embaixadores da Lei do Bem, o Embrapii Day, painéis sobre financiamento à inovação, transformação digital e transição ecológica, além de treinamentos sobre propriedade industrial e visitas técnicas a instituições do ecossistema de inovação local. “Trazer ciência, tecnologia e inovação para dentro do nosso território permite agregar valor às nossas riquezas e construir políticas públicas com visão de futuro”, complementou Carvalho.

Para Jefferson Gomes, diretor de Desenvolvimento Industrial, Tecnologia e Inovação da CNI, a etapa Norte serviu para ouvir diretamente as necessidades das empresas e da sociedade. “Escutamos mais de 5.000 pessoas e 1.500 empresas. Aqui na Amazônia, questões como a qualidade da energia elétrica, infraestrutura logística e evasão de cérebros são críticas. Também surgem demandas por modelos de negócios, incentivos e regulações, especialmente em setores estratégicos como biotecnologia e mineração”, explicou.



Gomes destacou ainda que o estudo gerado pela jornada será entregue no Congresso Nacional de Inovação, em São Paulo, oferecendo recomendações concretas aos presidenciáveis. “Não estamos falando apenas de inovação acadêmica ou tecnológica. Estamos falando de desenvolvimento social. A sociedade brasileira precisa avançar e é isso que a indústria, com ciência e tecnologia, pode viabilizar”, afirmou.

Startups ganham espaço e visibilidade

O evento também teve foco em conectar empresas e startups com investidores, compradores e instituições de fomento. Renata Batista, gerente de Sustentabilidade e Inovação do Sebrae Pará, destacou que muitas startups surgem no ambiente acadêmico e transformam pesquisa em soluções práticas para o setor industrial.



“O grande benefício é a visibilidade e o networking. As empresas do Norte do Pará podem mostrar que têm capacidade de atender demandas regionais, nacionais e até globais. Este é um ambiente de inovação unificado, que fortalece todo o ecossistema local”, disse.

Ela ressaltou que a jornada permitiu com que as empresas se posicionassem em um mercado mais competitivo e tivessem a possibilidade de acessar instrumentos de fomento à pesquisa aplicada, promovendo soluções práticas para o setor produtivo.

“Uma vez que nós sediamos a Copa 30 no passado, não poderíamos perder esse momento, em que o país e o mundo enxergam a nossa região como um grande potencial de desenvolvimento de novas tecnologias. Então a jornada ela veio para agregar e unificar a torres que hoje em conjunto desenvolve um ambiente de inovação para que o nosso estado, nossa região esteja cada vez mais competitivo em mercado”, disse.

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Futuro de competitividade e valor agregado

Além de fortalecer o ecossistema local, a etapa Norte buscou contribuir para a formulação de políticas públicas alinhadas às necessidades regionais. Os resultados serão sistematizados em um documento estratégico, que reunirá os principais desafios, oportunidades e ações prioritárias por região, servindo de base para programas de governo.

“Enquanto cumprirmos com essa missão, teremos uma economia cada vez mais pujante e uma indústria capaz de transcender o modelo extrativista, aproveitando o talento humano e o potencial industrial do Pará e da Amazônia”, concluiu Carvalho.

Por fim, o evento também reforçou a mensagem de que ciência, tecnologia e inovação não são apenas conceitos acadêmicos, mas ferramentas estratégicas para transformar a indústria local, gerar empregos, agregar valor e preparar a região para competir em escala nacional e internacional.

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