É raro ver uma final de campeonato com um favorito definido. Da forma mais inesperada, o PSC assumiu o protagonismo da decisão deste Parazão. A partir de seus próprios méritos, registre-se. Com uma campanha consistente e principalmente por exibir força no enfrentamento direto com o rival, o time de Júnior Rocha chega ao embate decisivo com a expressiva vantagem de jogar por dois resultados (empate e vitória).
Além disso, e em função do efeito deixado pelo triunfo na primeira final, o Paysandu tem a vantagem adicional de sair fortalecido emocionalmente, após a excelente atuação coletiva de domingo.
O torcedor normalmente cobra dos analistas e cronistas esportivos um posicionamento sobre qual o time que chega com mais chances numa decisão. A resposta invariavelmente, por razões técnicas, é a de que não há favoritismo num clássico tão tradicional e marcado pelo equilíbrio.
Quando a decisão começou, o equilíbrio era total. Os dois times estavam em igualdade de condições, com as mesmas possibilidades de êxito, apesar da diferença brutal de investimentos, expectativas e ambições entre os clubes nesta temporada.
O passeio do PSC no 1º tempo, sufocando o adversário e exercendo um domínio exposto nos gols de Caio Mello e Marcinho, não deixou dúvidas quanto a quem chegou mais forte e preparado à decisão.
Assim foi a primeira parte da história. A disputa está aberta e os 90 minutos que restam podem determinar uma outra narrativa, mas, por ora, o controle emocional está inegavelmente em mãos bicolores, com inteira justiça. Cabe aos azulinos a tarefa de lutar para inverter a tendência que está desenhada.
A história do clássico mais disputado no mundo não premia hesitações. Até agora, só o PSC entendeu isso à risca e por isso está na frente.
Confirmação de Condé muda clima no Baenão
A contratação de Léo Condé foi confirmada ontem pelo Remo no começo da noite, quando já surgia um clima de dúvida a respeito do acerto. Não muda a desconfiança criada junto à torcida com o atraso na apresentação, definida para amanhã, 6.
Por razões mais do que óbvias, os azulinos receiam que os efeitos da pífia atuação no primeiro clássico não sejam totalmente superados para o duelo final. A demora na chegada do técnico, provocada por motivos particulares, deixa o elenco sob o comando de auxiliares técnicos.
É de conhecimento até do leãozinho de pedra do Baenão que deixar a definição do time nas mãos de subalternos é uma temeridade. Ainda mais quando o compromisso em vista coloca em jogo um título estadual de extrema importância para os dois times.
Conquistar o Parazão é praticamente uma obrigação para o Remo no ano iluminado da volta à Série A nacional. Representa um feito histórico e tem um simbolismo que só os muito distraídos não percebem.
De qualquer maneira, a chegada do novo treinador vai trazer um astral diferente, principalmente após a caótica passagem de Juan Carlos Osório. O perfil pragmático de Léo Condé combina com o momento do clube.
É fundamental que o novo comandante eleja a simplicidade como item prioritário na formatação do time. Nada de experimentalismos inúteis e variações táticas incompreensíveis, que confundem até os jogadores.
O Remo para o desafio diante do maior rival tem que buscar força e motivação na qualidade do elenco, reconhecidamente superior no aspecto técnico, mas que até hoje não gerou um time competitivo.
Leão tem maior crescimento no ranking digital
O Remo registra a maior taxa de crescimento entre os 25 maiores clubes brasileiros. É o que aponta a edição atual do Ranking Digital dos Clubes Brasileiros do Ibope Repucom, destacando-se ao lado de Santos, Corinthians, Flamengo, Palmeiras e Grêmio.
Esses clubes foram os que registraram os maiores saldos de inscrições em suas redes sociais em fevereiro ao somarem, juntos, mais de 1,1 milhão de novas inscrições. O Santos liderou o crescimento digital, com 330 mil novas inscrições em suas redes sociais.
O Remo, de volta à Série A após 32 anos e atualmente na 21ª posição geral do Ranking Digital, registrou variação de crescimento de 1,7%, o maior avanço proporcional entre os 25 maiores em fevereiro.
Lusa mostra força e avança na Copa do Brasil
A Tuna deixou os tropeços do Parazão para trás e atropelou o Tocantinópolis, ontem à noite, na Curuzu. A goleada de 4 a 1 poderia ter sido até mais ampla. No campo castigado pela chuva, os gols foram surgindo naturalmente.
Jayme marcou duas vezes. Paulo Rangel e Luan Niger completaram o merecido triunfo cruzmaltino. Pedrinho descontou para o Tocantinópolis. A conquista da vaga na 3ª fase do torneio nacional rende uma premiação de R$ 950 mil.
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