A PF abriu uma investigação sobre os vídeos com a tarja “caso ela diga não”, uma tendência do TikTok que apresenta simulações de violência física contra mulheres, caso recusem pedidos de namoro.
A CNN apontou que 15 perfis foram identificados até o momento, todos de 2024 e 2025 e a maioria do conteúdo que viralizou foi publicada no ano passado. A investigação foi aberta após um pedido da Advocacia-Geral da União.
Os vídeos mostram jovens simulando agressões brutais, como socos, chutes e até facadas contra manequins que representam o corpo feminino. As postagens vinham com frases como “treinando caso ela diga não”, associando diretamente a violência à rejeição amorosa.
Para as autoridades, esse conteúdo não é uma brincadeira, mas uma ameaça real. A AGU afirma que a circulação desses vídeos estimula crimes previstos no Código Penal, como feminicídio, lesão corporal, perseguição (stalking) e violência psicológica.
Cultura “Redpill”
Nas redes sociais, internautas associam esses vídeos ao movimento conhecido como “Redpill”. Segundo o Migalhas, esse termo define grupos virtuais de homens que pregam ódio ao feminismo e hostilidade contra as mulheres.
Um caso recente é o de Vitor Oliveira Simonin, investigado pelo estupro coletivo no Rio de Janeiro. Ao se apresentar à polícia, ele usava uma camiseta com a frase “Regret nothing” (“Não se arrependa de nada”), mensagem diretamente ligada ao movimento Redpill.
Ministério da Justiça
O Ministério da Justiça notificou o Tik Tok Brasil e deu um prazo de cinco dias para a plataforma dar explicações. O governo quer saber como os sistemas atuam contra esse conteúdo e se eles lucram com o alcance das postagens.
O MJSP reforçou que, conforme decisão do STF, as redes sociais podem ser responsabilizadas se não retirarem imediatamente conteúdos que configurem crimes contra a mulher.
Com informações de Migalhas e CNN
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