O petróleo voltou a disparar no mercado internacional e ultrapassou a marca de US$ 105 por barril, intensificando a pressão sobre os preços dos combustíveis em diversos países. A escalada ocorre em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio e à crise no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do comércio mundial de petróleo.
Na abertura dos mercados, o barril do Brent — referência global para a cotação da commodity — chegou a superar US$ 106 antes de recuar levemente e se estabilizar próximo de US$ 105. O movimento reflete o temor de investidores de que o conflito na região provoque interrupções prolongadas no fornecimento de petróleo, afetando a oferta global e elevando os preços da energia.
Crise no Estreito de Ormuz
A crise ganhou novos contornos após o bloqueio do Estreito de Ormuz por forças iranianas, resposta à ofensiva militar liderada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã no fim de fevereiro. A via marítima é considerada estratégica, pois cerca de 20% do petróleo transportado no mundo passa por ela, tornando qualquer interrupção um fator de forte impacto no mercado internacional.
Com a disparada do petróleo, os combustíveis também começaram a registrar novos aumentos. Em alguns mercados europeus, por exemplo, a gasolina subiu cerca de sete centavos por litro e o diesel teve reajuste de aproximadamente oito centavos, mesmo com medidas de redução tributária para tentar conter os preços.
Impacto da escalada do petróleo
A escalada no valor da commodity também reacendeu temores sobre inflação global e desaceleração econômica, já que a energia influencia diretamente custos de transporte, produção e alimentos. Analistas apontam que, se as tensões persistirem e a oferta continuar pressionada, o petróleo pode permanecer acima dos US$ 100 por barril por um período prolongado.
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