E deu a lógica. Os pequenos e emergentes que me desculpem, mas uma decisão envolvendo Remo e Paysandu é o verdadeiro molho do Campeonato Paraense. Cametá e Castanhal foram bravos, competentes, chegaram às semifinais com méritos e jogando uma bola redonda. Mas na hora do “vai ou racha”, ainda prevalece a camisa que entorta varal.
O Paysandu teve uma atuação sóbria e convincente, mesmo vencendo apenas por 1 a 0 o Castanhal neste domingo. Não passou sufoco e, após a turbulência natural de um elenco que ainda está sendo montado, parece ter reencontrado o rumo e agora voa em céu de brigadeiro — pelo menos até o primeiro clássico, dia 1º de março.
Já o Remo arrancou a classificação com requintes de crueldade e muito drama. O Cametá abriu 2 a 0, aproveitando a falta de pontaria dos atacantes do Leão no primeiro tempo, no Parque do Bacurau. O Remo, em alguns momentos, parecia seguir a cartilha do “time doido para se livrar logo do Estadual”. Mas no fim, de tanto martelar, foi presenteado com o empate e uma virada épica. Tinha que ser assim.
O Parazão 2026 precisava dessa final, numa temporada que marca o retorno azulino à elite e a batalha que o Papão terá para se livrar da Série C. Um Mangueirão só vai ser pouco para caber tanta gente. Que sejam dois Re-Pas de arrepiar!
Voltamos a qualquer momento…
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