O Pará vem fortalecendo sua estratégia de segurança pública por meio da implantação das Bases Integradas Fluviais, estruturas vinculadas à Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup). Em três anos de funcionamento, as bases já resultaram na apreensão de mais de 4 toneladas de drogas na malha hidrográfica do Estado, consolidando-se como um marco no enfrentamento ao tráfico de entorpecentes e demais crimes nas regiões ribeirinhas.
O secretário de segurança pública, Ualame Machado, destaca que a criação das bases representa um divisor de águas para a atuação policial nos rios paraenses. “Os rios são nossas ruas, e não há como pensar em segurança pública sem considerar essa realidade. As bases foram planejadas como pontos estratégicos nas principais rotas fluviais do Estado, trazendo dignidade e segurança às populações ribeirinhas”, afirmou.
Resultados no Marajó
A primeira base flutuante, instalada em Antônio Lemos, no estreito de Breves, no Arquipélago do Marajó, já acumula números expressivos. Em três anos, foram apreendidas mais de 3 toneladas de drogas e realizadas mais de 5 mil abordagens a embarcações. As ações também resultaram em mais de 20 mandados cumpridos, 63 prisões, além da apreensão de 20 quilos de pescado irregular, 3.754 m³ de madeira, 17 veículos e 54 armas.
Os impactos também refletiram nos índices criminais da região. Dados da Secretaria-Adjunta de Inteligência e Análise Criminal (Siac) apontam queda de 30,71% nos crimes de furto entre 2021 e 2024. No mesmo período, os casos de roubo tiveram redução ainda mais significativa: 74%.
Segurança Reforçada e Expansão Contínua
A Base Integrada Fluvial Candiru, em Óbidos, instalada há um ano, tem ampliado a cobertura policial no Rio Amazonas. Entre janeiro e setembro deste ano, as equipes apreenderam 1,1 tonelada de entorpecentes, além de 14 toneladas de pescado ilegal, 388,4 m³ de madeira serrada e 17 veículos. No mesmo período, foram realizadas 838 abordagens e nove prisões. Somente em setembro, foram apreendidos 56 kg de drogas, 103 munições calibre .22 e uma lancha.
Para Ualame Machado, a base é estratégica devido ao intenso fluxo de embarcações vindas do Amazonas e do Amapá. “A Base Candiru tem se mostrado essencial no combate ao crime organizado, atuando em um dos principais corredores logísticos do país”, reforçou.
Nova base ampliará cobertura no Tocantins
Ainda este ano, o governo estadual deve entregar a Base Fluvial Baixo Tocantins, a ser instalada no furo do Capim, em Abaetetuba, próximo a Barcarena. A unidade já está concluída e, temporariamente, opera a partir da ponte de Outeiro, em Belém, apoiando ações de segurança para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025 (COP30).
As bases fluviais têm sido reconhecidas nacionalmente como equipamentos de alta eficiência no combate à criminalidade em regiões ribeirinhas. Segundo o secretário, a atuação integrada tem permitido grandes apreensões de drogas, interceptações de madeira ilegal e cargas irregulares de pescado, contribuindo para a proteção das comunidades próximas aos rios e para o fortalecimento da ordem pública no Estado.
Fonte: Agência Pará
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