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sexta-feira, março 13, 2026

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Lula participa de encontro entre América Latina e União Europeia na Colômbia

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© Tânia Rêgo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa neste domingo (9) da 4ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e da União Europeia (UE), que ocorre em Santa Marta, na Colômbia. Durante o encontro, Lula enfatiza a necessidade de um “mapa de caminho claro para acabar com essa dependência dos combustíveis fósseis”. Essa declaração reflete a crescente preocupação global com as mudanças climáticas e a busca por alternativas sustentáveis.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou que Lula expressará solidariedade à Venezuela, especialmente em resposta às recentes ameaças dos Estados Unidos ao governo de Nicolás Maduro. Vieira destacou que essa posição é parte da política externa brasileira, que defende a América Latina e, em particular, a América do Sul, como uma região de paz e cooperação. Assim, Lula aproveitará a cúpula para reafirmar o princípio de não intervenção e promover o diálogo político entre os países da região.

Tensões entre EUA e venezuela

As declarações de Lula surgem em um contexto de tensões crescentes entre os Estados Unidos e a Venezuela. O governo norte-americano intensificou operações militares no Caribe, alegando que busca combater o narcotráfico. Por outro lado, o regime de Maduro acusa os EUA de tentar desestabilizar o país, alegando que essas ações são parte de uma estratégia mais ampla, que inclui operações da CIA. Em uma entrevista recente, Lula lembrou que já havia discutido a questão com o ex-presidente Donald Trump, afirmando que a América Latina deve ser uma zona de paz, sem a proliferação de armas nucleares.

Importância da cúpula celac-ue

A Cúpula Celac-UE representa o décimo diálogo político entre as duas regiões desde 1999 e o quarto em nível de cúpula. A embaixadora Gisela Padovan, secretária de América Latina e Caribe do Itamaraty, afirmou que a participação de Lula é natural, dado seu histórico como um forte defensor da integração regional. A expectativa é que o encontro reúna delegações de 33 países da América Latina e 27 da União Europeia. Na última edição, realizada em Bruxelas, 50 países estiveram representados por chefes de Estado ou de governo.

Documentos e temas da cúpula

Durante a cúpula, os líderes devem aprovar dois documentos principais. O primeiro, a Declaração de Santa Marta, abordará temas cruciais como reforma do sistema internacional, investimentos, clima, meio ambiente, transição energética, segurança pública, combate ao crime transnacional, segurança alimentar, inclusão social, educação, pesquisa, migração e cultura. O segundo documento, denominado Mapa do Caminho, detalhará as ações práticas necessárias para implementar os compromissos políticos estabelecidos na declaração. Além disso, duas declarações de livre adesão sobre segurança cidadã e política de cuidados também devem ser apresentadas.

Impactos regionais e globais

A participação de Lula na cúpula pode ter impactos significativos tanto para a América Latina quanto para as relações entre a região e a União Europeia. A defesa de Lula por um diálogo político e a não intervenção pode fortalecer a posição da América Latina em questões de soberania e autodeterminação. Além disso, a cúpula pode abrir portas para novos investimentos e colaborações em áreas como energia renovável e segurança alimentar, que são essenciais para o desenvolvimento sustentável da região.

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