A Justiça Federal decidiu nesta quinta-feira (20) manter a prisão preventiva de Daniel Bueno Vorcaro, presidente e controlador do Banco Master, mesmo diante de um pedido de habeas corpus protocolado pela defesa. A decisão da desembargadora Solange Salgado da Silva do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) justificou a manutenção da custódia com base em indícios “veementes” de gestão fraudulenta, organização criminosa e obstrução das investigações.
Segundo o processo, Vorcaro foi preso no âmbito da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga o esquema de emissão de carteiras de crédito inexistentes, que teriam permitido a captação de recursos de até R$ 12,2 bilhões mediante CDBs de retorno extraordinário.
Liquidação Extrajudicial e risco à ordem econômica
A liquidação extrajudicial do Banco Master decretada pelo Banco Central do Brasil (BC) em 18 de novembro agravou a situação institucional da instituição e foi citada como elemento que impede a liberdade do empresário por risco à ordem econômica.
A defesa argumentava ausência de risco de fuga, residência fixa no Brasil e suspensão de controle do banco, mas a magistrada entendeu que o conjunto probatório revela provável continuidade das atividades ilícitas e risco à eficácia da aplicação da lei penal.
O mérito do habeas corpus permanece pendente de julgamento no plenário do TRF-1, sem data definida, enquanto Daniel Bueno Vorcaro segue detido na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo.
Legenda para foto: Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, durante audiência na Justiça Federal sobre investigação de fraudes financeiras.
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