O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a pena de 40 anos de prisão imposta a Guilherme Longo pela morte do enteado Joaquim Ponte Marques, ocorrida em Ribeirão Preto. Em decisão unânime, a Corte rejeitou o recurso da defesa e considerou regular o julgamento realizado pelo Tribunal do Júri, afastando alegações de falhas técnicas capazes de anular a condenação.
O crime aconteceu em novembro 2013, mas o réu só foi levado a júri em outubro de 2023, uma década depois dos fatos. No recurso, a defesa sustentou ausência de provas suficientes e pediu absolvição ou, alternativamente, redução da pena. Ao analisar o caso, o TJ-SP concluiu que os jurados decidiram amparados pelo conjunto probatório apresentado nos autos, razão pela qual manteve integralmente a condenação. Com o resultado, a defesa informou que pretende recorrer a instâncias superiores.
O caso Joaquim Ponte Marques
Joaquim desapareceu em Ribeirão Preto/SP. O corpo foi encontrado no dia 10 de novembro daquele ano no rio Pardo, em Barretos/SP, por um proprietário rural. A necropsia apontou que a criança já estava morta antes de ser lançada no rio. No mesmo dia, Natália Ponte, mãe do menino, e Guilherme Longo foram presos temporariamente.
O processo corre em segredo de Justiça. Joaquim desapareceu em novembro de 2013 e foi encontrado dias depois; exames periciais indicaram que a criança já estava sem vida antes de ser localizada.
No mesmo período, Guilherme Longo e a mãe do menino foram presos temporariamente. Em 2016, Longo fugiu enquanto aguardava julgamento, foi localizado no exterior e extraditado ao Brasil em 2018. Em 2023, o Tribunal do Júri o condenou ao regime fechado, enquanto a mãe foi absolvida.
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