Você sabia que uma troca inédita de mensagens entre Jeffrey Epstein e Steve Bannon revelou elogios surpreendentes ao ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro? Em 8 de outubro de 2018, Epstein afirmou que Bolsonaro “mudou o jogo”, destacando sua postura firme contra refugiados e sua independência em relação a Bruxelas, além de ressaltar a necessidade de reativar a economia brasileira. Essa comunicação integra um conjunto de mais de 3 milhões de documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, relacionados ao controverso caso Epstein.
Essas mensagens ganharam destaque justamente na véspera do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras de 2018, quando Bolsonaro enfrentava o candidato petista Fernando Haddad. Naquele momento, Bolsonaro já havia conquistado 49,2 milhões de votos, equivalentes a 46% dos votos válidos, enquanto Haddad somava 31,3 milhões, ou 29,28%. O contexto político brasileiro, marcado por polarização e expectativas econômicas, torna essas conversas ainda mais relevantes para compreender as influências externas e internas na campanha.
O segredo que especialistas usam para entender alianças políticas inesperadas
Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais e falecido em 2019, manteve diálogos frequentes com Steve Bannon, ex-conselheiro do presidente Donald Trump e estrategista político. Nas mensagens, Bannon revelou sua proximidade com o grupo de Bolsonaro e mencionou que os apoiadores do ex-presidente brasileiro o queriam como conselheiro. Epstein, por sua vez, comentou que essa situação lembrava o argumento do “reino no inferno”, sugerindo uma aliança controversa, mas estratégica.
Além disso, Bannon declarou apoio explícito a Bolsonaro em 2018, descrevendo-o como um líder “brilhante”, “sofisticado” e “muito parecido com Trump”. Apesar disso, ele negou participação direta na campanha. Essas declarações ocorreram após meses de especulações sobre sua possível influência no cenário político brasileiro, o que evidencia a complexidade das relações internacionais e das estratégias eleitorais naquele período.
Mas por que isso importa? Essas revelações indicam como atores globais e figuras controversas podem influenciar processos políticos em países emergentes, levantando questões sobre a transparência e a ética nas campanhas eleitorais.
O que acontece quando figuras globais se envolvem em eleições nacionais?
Em outra troca, Epstein afirmou que o filósofo Noam Chomsky teria ligado para ele da prisão, ao lado do ex-presidente Lula, o que foi negado tanto pela esposa de Chomsky quanto pelo Palácio do Planalto. Bannon respondeu afirmando que seu candidato venceria no primeiro turno, referindo-se a Bolsonaro, e Epstein concordou, usando a expressão “the real deal” para qualificá-lo.
Além disso, eles discutiram a possibilidade de Bannon viajar ao Brasil para apoiar Bolsonaro, com Epstein sugerindo que essa ação poderia beneficiar a imagem do estrategista caso a vitória se confirmasse. Contudo, Epstein também expressou descontentamento com Bolsonaro por ter chamado de “fake news” a associação com Bannon, enquanto Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, chegou a participar de um jantar de aniversário de Bannon em novembro de 2018.
49,2 milhões. Esse é o número de votos que Jair Bolsonaro recebeu no primeiro turno das eleições presidenciais de 2018 no Brasil.
Durante o período eleitoral, Bolsonaro consolidou sua base com uma campanha marcada por discursos conservadores e promessas de reativação econômica.
Mas o que 49,2 milhões de votos significam? Isso representa 46% dos votos válidos, garantindo sua passagem para o segundo turno e, posteriormente, a presidência do país.
O erro que 70% comete ao interpretar alianças políticas internacionais
Bannon admitiu que sua principal preocupação era a segurança de Bolsonaro, recomendando diretamente à família que reforçasse a proteção do então candidato. Ele também afirmou ter ficado impressionado com a dinâmica jovem da campanha e que ofereceu conselhos à família Bolsonaro, mesmo sem envolvimento oficial.
Por outro lado, Epstein aconselhou Bannon a evitar mencionar Bolsonaro durante um encontro com Noam Chomsky, ressaltando que a esposa do filósofo era brasileira e que eles mantinham amizade com Lula. Epstein destacou que Chomsky poderia questionar Bannon sobre cortes de impostos, ataques à saúde pública e ameaças bolsonaristas aos trabalhadores organizados, indicando as tensões ideológicas presentes nas discussões.
Essas interações revelam como estratégias políticas e alianças internacionais podem se entrelaçar de formas inesperadas, influenciando não apenas campanhas eleitorais, mas também debates ideológicos globais.
O que os próximos dias podem revelar
Voltando àquela pergunta inicial sobre a influência de figuras globais nas eleições brasileiras, essas mensagens mostram que atores controversos como Epstein e Bannon desempenharam papéis indiretos, mas significativos, no cenário político do Brasil em 2018. A divulgação de mais de 3 milhões de documentos pelo Departamento de Justiça dos EUA amplia a compreensão sobre as conexões internacionais que permeiam processos eleitorais.
Além disso, o diálogo entre Epstein, Bannon e figuras como Noam Chomsky e Lula destaca a complexidade das relações políticas e ideológicas que atravessam fronteiras, afetando decisões nacionais e estratégias globais. A questão que fica é: como essas influências externas moldam o futuro político e econômico do Brasil e de outras nações emergentes?
Portanto, acompanhar essas revelações se torna essencial para entender as dinâmicas de poder contemporâneas e os desafios que elas impõem à democracia e à soberania nacional.
Fontes:
O post Jeffrey Epstein trocou elogios sobre Bolsonaro com Steve Bannon: ‘Mudou o jogo’ apareceu primeiro em Diário do Pará.


