Investigadores revelaram que integrantes da facção Comando Vermelho no município do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, utilizavam jacarés como instrumento de tortura e morte contra pessoas retiradas da comunidade consideradas inimigas ou traidoras.
Segundo relatos apurados por agentes de segurança, os répteis eram mantidos em cativeiro no interior das favelas e empregados como método de execução, na qual a vítima era colocada junto ao animal ou exposta ao seu poder letal como forma de intimidação e punição. A prática teria se tornado parte do aparato de terror da facção para garantir autoridade local e espalhar medo entre rivais.
Tortura: operação policial e repercussão
O crime ganhou repercussão mais ampla no contexto de uma operação policial de grande escala nos complexos da Penha e do Complexo do Alemão, envolvendo cerca de 2.500 agentes, que encontrou armas, explosivos e corpos em áreas de mata.
As autoridades mantêm sigilo sobre detalhes operacionais para preservar investigação em curso, mas organizações de direitos humanos alertam que a descoberta reforça denúncia de que facções têm usado técnicas cada vez mais brutais para controlar territórios urbanos.
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