O governo do Irã confirmou no sábado (28) a morte do aiatolá Ali Khamenei, que, segundo autoridades iranianas, ocorreu após um ataque atribuído aos Estados Unidos. O episódio marca uma mudança inédita na liderança da República Islâmica.
No domingo (1º), o aiatolá Alireza Arafi foi nomeado líder supremo interino. Ele ficará responsável por conduzir o processo de escolha do novo chefe máximo do país, conforme prevê a Constituição iraniana.
Khamenei ocupava o cargo desde 1989 e exercia autoridade sobre as Forças Armadas, a política externa e as decisões estratégicas, incluindo o programa nuclear. A sucessão é conduzida por órgãos religiosos e políticos, entre eles o Conselho dos Guardiães, do qual Arafi é integrante desde 2019.
Quem é Alireza Arafi
Nascido em 1959, na cidade de Meybod, província de Yazd, Arafi é religioso xiita e possui o título de mujtahid, concedido a estudiosos com autoridade para interpretar a lei islâmica. Ao longo da carreira, ocupou cargos como presidente da Universidade Al-Mustafa Internacional e chefe dos seminários religiosos do país.
Arafi também atuou como líder das orações de sexta-feira em Meybod e Qom, um dos principais centros religiosos do Irã.
Contexto regional
A confirmação da morte de Khamenei ocorre em meio a tensões no Oriente Médio. Nos últimos dias, foram registrados ataques envolvendo Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos, incluindo instalações estratégicas. O governo iraniano informou que houve vítimas e danos estruturais.
Segundo dados do Banco Mundial, o Irã tem cerca de 86 milhões de habitantes e Produto Interno Bruto estimado em US$ 231 bilhões. O país é considerado uma das principais potências regionais, com influência política e militar no Oriente Médio.
A transição na liderança ocorre enquanto autoridades iranianas afirmam que o processo de sucessão seguirá os trâmites previstos no sistema político do país. Novos desdobramentos devem ser anunciados nos próximos dias.
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