Nova pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil mostra que, embora a inteligência artificial já seja amplamente conhecida pelos empresários brasileiros, sua adoção prática continua limitada.
A pesquisa ouviu 533 empresários de todas as regiões do país, entre 23 de junho e 16 de julho de 2025, com margem de erro de 4,24 pontos percentuais e 95% de confiança.
O estudo revela que 87% afirmam conhecer ou já ter contato com alguma solução de IA, mas somente 14% utilizam a tecnologia de fato em seus negócios. Outros 9% estão em fase de avaliação sobre como aplicar a ferramenta.
A principal barreira para adoção é a falta de conhecimento: 52% dos empresários que não usam IA dizem não saber como aplicá-la no cotidiano da empresa. Além disso, 32% acreditam que a tecnologia não é necessária para o seu setor e 16% apontam falta de recursos financeiros como obstáculo.
Para o presidente da CNDL, José César da Costa, o cenário revela um paradoxo. Ele afirma que, apesar de a IA estar amplamente difundida, a insegurança para dar o primeiro passo ainda bloqueia o avanço da digitalização. “Há uma percepção clara do potencial da IA para aumentar competitividade e vendas, mas a maioria ainda não sabe por onde começar”, destacou.
Relevância e percepção da IA
Mesmo com baixa adesão, a percepção sobre a relevância da IA está crescendo. Entre os que ainda não utilizam a tecnologia, 41% acreditam que ela aumentará a competitividade de suas empresas. Os entrevistados apontam benefícios como criação de novidades para os clientes (44%), economia de tempo e dinheiro (39%) e melhorias no atendimento (38%).
Marketing e vendas despontam como as áreas mais beneficiadas, citadas por 69% dos empresários, seguidas pelo atendimento ao cliente (49%). Para 52% dos entrevistados, a IA deve impulsionar as vendas, seja pela personalização do atendimento, seja pela análise mais precisa do comportamento dos consumidores.
A realidade da IA e perspectivas futuras
O estudo também revela que apenas 24% dos empresários pretendem implementar IA em breve, enquanto 40% não têm essa intenção e 36% permanecem indecisos. Para ampliar o uso da tecnologia, os empreendedores pedem maior acesso a informações claras sobre soluções específicas por área (36%), explicações mais detalhadas sobre retorno financeiro (15%) e treinamento de equipes (14%).
O presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior, reforça que a IA já é uma realidade consolidada e transformadora. “A inteligência artificial não é custo, é investimento. Ela aumenta eficiência, inovação e competitividade. A tendência é de aceleração, conforme cresce a familiaridade e a necessidade de resultados”, ressaltou.
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