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terça-feira, março 10, 2026

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Consumo de cerveja cai e Heineken demite milhares pelo mundo

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Povo bebendo menos? Heineken anuncia corte de 6 mil empregos Foto: Divulgação

A Heineken anunciou nesta quarta-feira (11), um plano de reestruturação que prevê a eliminação de até 6.000 postos de trabalho em sua operação global, além de uma projeção de crescimento mais modesto dos lucros em 2026. A medida ocorre em um momento de desaceleração da demanda por cerveja, cenário que tem atingido todo o setor.

Os cortes devem atingir quase 7% do quadro mundial da companhia, que conta atualmente com cerca de 87 mil funcionários. A segunda maior cervejaria do mundo em valor de mercado também atravessa um período de transição na liderança, após a saída inesperada do então presidente-executivo Dolf van den Brink, em janeiro.

Dona de marcas como Heineken, Amstel e Tiger, a empresa afirmou que a estratégia passa por operar de forma mais enxuta, com foco em eficiência e produtividade. A iniciativa responde, em parte, às críticas de investidores, que apontam desempenho abaixo do esperado em comparação com concorrentes diretos.

O ambiente desafiador para o setor inclui a redução do consumo, pressionado pelo orçamento das famílias, além de condições climáticas desfavoráveis que impactaram as vendas em diversos mercados. Outras grandes fabricantes também anunciaram ajustes. A Carlsberg, por exemplo, comunicou recentemente a redução de postos de trabalho, enquanto empresas do segmento de bebidas alcoólicas vêm cortando custos, vendendo ativos e reduzindo a produção após anos de resultados fracos.

Apesar do cenário, as ações da Heineken reagiram positivamente ao anúncio, com alta em torno de 4%, acumulando valorização próxima de 7% desde o fim de 2025.

Reestruturação e Impacto Financeiro

Em comunicado, a companhia informou que o programa de produtividade deve gerar economias significativas e resultar na redução de cinco mil a seis mil funcionários ao longo dos próximos dois anos. Segundo o diretor financeiro Harold van den Broek, parte das demissões ocorrerá na Europa e em mercados considerados menos estratégicos, enquanto outras virão de ajustes já previstos na cadeia de suprimentos, na sede e em unidades regionais.

Para 2026, a Heineken projeta crescimento dos lucros entre 2% e 6%, abaixo da estimativa para 2025, que varia de 4% a 8%. A previsão segue uma tendência semelhante à apresentada recentemente pela Carlsberg. Ainda assim, a empresa informou que o lucro operacional anual superou as expectativas do mercado, com avanço de 4,4% em 2025, acima da projeção de 4% feita por analistas.

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