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A morte da policial militar PM Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde vivia com o marido, o tenete-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, 53, também policial militar, em São Paulo, passou de suspeita de suicídio para investigação de feminicídio e ganhou novos desdobramentos com o avanço das apurações.
O tenente-coronel foi indiciado pelo crime de feminicídio e preso na manhã desta quarta-feira na cidade de São José dos Campos, interior de São Paulo, e levado para o 8º Distrito Policial, na Zona Leste da capital paulista, sem qualquer resistência.
Gisele Alves Santana era soldado da Polícia Militar, mãe de uma criança e descrita por familiares como uma mulher dedicada à carreira e à família. Pessoas próximas relataram que ela vivia um relacionamento conturbado, marcado por episódios de controle e pressão psicológica, e que chegou a pedir ajuda dias antes da morte, demonstrando sinais de sofrimento.
O caso da PM Gisele Santana
A cronologia do caso começou na manhã de 18 de fevereiro de 2026, quando um disparo foi ouvido por vizinhos por volta das 7h28 no apartamento do casal, localizado no bairro do Brás, região central da capital paulista. No imóvel estavam apenas Gisele e o marido. Segundo o relato do oficial, ele teria comunicado à esposa o desejo de separação, o que teria gerado uma discussão.
Ainda de acordo com a versão apresentada pelo tenente-coronel, após o desentendimento ele foi tomar banho e, pouco depois, ouviu um barulho que inicialmente associou a uma porta batendo. Ao sair, encontrou a esposa caída com um ferimento na cabeça causado por disparo de arma de fogo, que seria da própria residência.
O próprio marido acionou a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, afirmando que a esposa havia tirado a própria vida. Gisele chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos.
Investigação e mudança na classificação do caso
Inicialmente registrado como suicídio, o caso passou a ser tratado como morte suspeita após inconsistências nos depoimentos e questionamentos da família da vítima. Com o avanço das investigações, surgiram elementos que levantaram dúvidas sobre a dinâmica do ocorrido, incluindo relatos de discussão prévia, ausência de carta de despedida e o contexto do relacionamento.
Imagens de câmeras de segurança também passaram a integrar o inquérito e mostram a movimentação do marido após o disparo, incluindo o fato de ele ter tomado banho e trocado de roupa antes da chegada do socorro, o que gerou novos questionamentos por parte dos investigadores.
Processo pode ir para Tribunal do Júri
Diante dos indícios, a Justiça de São Paulo determinou que o caso seja investigado como feminicídio, ampliando a linha de apuração e podendo levar o processo ao Tribunal do Júri.
A Polícia Civil segue colhendo depoimentos, analisando provas periciais e aguardando laudos técnicos para esclarecer a dinâmica da morte e confirmar se houve crime. O caso continua sob investigação e mantém forte repercussão, tanto pela participação de dois policiais militares quanto pelos indícios de violência doméstica que cercam o episódio.
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