A música gospel brasileira se despede de uma de suas vozes mais marcantes. A cantora Rejanne Fogo Puro morreu neste sábado, 21, aos 59 anos, após enfrentar um tumor no pâncreas. Ela estava internada há mais de um mês em um hospital do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela filha da artista nas redes sociais. “É com muito profundo pesar que comunicamos o falecimento da cantora Rejanne Fogo Puro. Nossas condolências aos familiares e amigos”, diz o comunicado divulgado pela família.
Conhecida pela voz potente e pelas ministrações intensas no estilo pentecostal, Rejanne construiu uma trajetória sólida no cenário gospel nacional.
Em uma época em que o púlpito, o microfone e a unção eram o centro de tudo, ela transformou louvores em verdadeiros hinos entoados em igrejas de diferentes denominações pelo país.
Canções como “Jericó Vai Cair”, “Mulheres Guerreiras” e “Cadê os Pentecostais?” atravessaram gerações. Os refrões fortes, carregados de mensagem de fé e superação, fizeram parte de cultos, congressos e vigílias. Com o avanço das plataformas digitais, suas músicas ganharam novo fôlego, alcançando milhões de visualizações e se tornando virais nas redes sociais, aproximando públicos mais jovens de um repertório que já era consagrado nas igrejas.
Ao longo da carreira, Rejanne Fogo Puro se destacou não apenas pela interpretação vigorosa, mas também pela presença de palco e pela capacidade de envolver o público em momentos de adoração intensa. Seu estilo firme, marcado por testemunhos e palavras de encorajamento, consolidou seu nome entre as principais vozes do segmento pentecostal.
A morte da cantora provocou uma onda de homenagens de fiéis, amigos e líderes religiosos, que destacaram seu legado de fé e perseverança.
Em mensagens publicadas nas redes sociais, admiradores lembraram apresentações marcantes e o impacto espiritual de suas canções.
O velório será realizado neste domingo, 22, a partir das 13h, no Cemitério Memorial do Rio. A despedida promete reunir familiares, amigos e fãs que acompanharam a trajetória da artista ao longo de décadas.
Rejanne deixa um legado musical que ultrapassa cifras e números de visualizações: deixa uma história construída nos altares, nos púlpitos e nas vozes de milhares de pessoas que seguem cantando seus louvores. Ela representou a força da tradição pentecostal que, geração após geração, continua ecoando.
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