Um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel contra o Irã elevou drasticamente a tensão no Oriente Médio neste sábado (28). Explosões foram registradas em Teerã e em pelo menos outras quatro cidades iranianas, desencadeando uma resposta militar imediata de Teerã, que lançou mísseis contra território israelense e contra bases americanas na região.
Segundo relatos de agências internacionais, os bombardeios atingiram áreas estratégicas da capital iraniana e também cidades como Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. Alvos militares e estruturas próximas a centros de poder estariam entre os pontos atingidos. O governo iraniano confirmou a ofensiva e anunciou retaliação com o disparo de mísseis e drones.
Em Israel, sirenes de alerta foram acionadas em diferentes localidades após a detecção dos projéteis. Países vizinhos que abrigam bases militares dos Estados Unidos também registraram explosões e ações de defesa aérea, ampliando o temor de um conflito regional de maiores proporções.
Há registro de vítimas civis. Autoridades locais iranianas informaram a morte de dezenas de pessoas, entre elas estudantes atingidas durante os ataques. Os números ainda são apurados oficialmente.
Reação do Brasil
O Ministério das Relações Exteriores, por meio do Itamaraty, divulgou nota oficial condenando os ataques e manifestando “grave preocupação” com a escalada militar. O governo brasileiro pediu respeito ao Direito Internacional e reforçou que a negociação diplomática é o único caminho viável para evitar uma guerra aberta.
O Itamaraty também informou que acompanha a situação por meio de suas representações diplomáticas na região e que mantém contato com a comunidade brasileira nos países afetados para prestar orientações e garantir assistência, se necessário.
Risco de escalada
A ofensiva ocorre em meio a tentativas diplomáticas de contenção da crise, que já vinha sendo marcada por tensão crescente entre as três nações. Analistas avaliam que o confronto direto amplia os riscos de envolvimento de outros países do Oriente Médio, especialmente aqueles que sediam instalações militares americanas.
Com ataques e contra-ataques em sequência, o cenário aponta para dias de incerteza na região. A comunidade internacional acompanha os desdobramentos e pressiona por contenção, diante do temor de que o conflito ultrapasse as fronteiras locais e provoque impactos na segurança global e na estabilidade política internacional.
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