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terça-feira, março 10, 2026

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Bacabal: mãe desabafa após sumiço de irmãos e diz “não desejo essa dor”

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Os pequenos Ágatha e Allan estão desaparecidos há 30 dias. Foto: Arquivo da família

Um mês após o desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, o mistério segue sem respostas no interior do Maranhão. As crianças sumiram no dia 2 de janeiro, na zona rural de Bacabal, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, e desde então o caso mobiliza uma ampla força-tarefa de órgãos estaduais e federais.

A família vive dias de angústia e incerteza. Em relatos emocionados, a mãe das crianças, Clarice Cardoso, descreveu o sofrimento provocado pela ausência dos filhos e a dor de conviver diariamente com a falta de notícias. A avó dos irmãos também falou sobre o impacto emocional, afirmando que a espera tem sido marcada por medo e aflição constantes.

As investigações estão sob responsabilidade da Polícia Civil do Maranhão, que montou uma comissão especial para conduzir o caso. O grupo é formado por dois delegados da capital e uma delegada de Bacabal. O inquérito já reúne mais de 200 páginas, com dezenas de depoimentos, reconstruções técnicas e análises feitas em campo.

Segundo a corporação, o trabalho investigativo avançou de forma ampla, mas ainda não há conclusão. As autoridades reforçam que todas as linhas seguem sendo apuradas e que o encerramento do caso só ocorrerá após o esgotamento completo das possibilidades.

Operação de Busca e Investigações

As buscas iniciais contaram com grande estrutura operacional. Nos primeiros 20 dias, equipes percorreram mais de 200 quilômetros por áreas terrestres e fluviais, incluindo regiões de mata e locais alagados. A Marinha do Brasil também atuou no rio Mearim, realizando varreduras em cerca de 19 quilômetros com o uso de sonar, tecnologia que permite identificar objetos submersos mesmo em águas de baixa visibilidade.

Um dos pontos centrais da investigação é o depoimento do primo das crianças, Anderson Kauã, que estava com os irmãos no dia do desaparecimento. Ele relatou que os três passaram por uma cabana abandonada, conhecida como “casa caída”, a aproximadamente 3,5 quilômetros da comunidade. Cães farejadores confirmaram a presença das crianças no local. De acordo com o relato, após se abrigarem na área, o grupo acabou se separando, e desde então não houve novos vestígios confirmados de Ágatha e Allan.

Foco na Apuração Policial e Prontidão

Neste momento, o foco principal segue sendo a apuração policial. A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou que as equipes permanecem em prontidão para retomar buscas específicas caso surjam novas informações ou indícios relevantes.

Ao todo, mais de mil pessoas, entre agentes de segurança e voluntários, já participaram das operações. A base da força-tarefa continua instalada na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, último local onde as crianças foram vistas.

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