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sexta-feira, março 13, 2026

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Automação reduz operadores de caixa, mas no Pará a realidade é outra

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A adoção de caixas de autoatendimento cresce de forma acelerada no varejo alimentar, impulsionada por ganhos de eficiência, redução de custos operacionais e pela preferência de consumidores que buscam rapidez no pagamento. A tecnologia permite que os clientes escaneiem seus produtos e efetuem o pagamento sem interação humana — eliminando ou reduzindo a necessidade de operadores de caixa.

Redes como Pão de Açúcar e Extra já implementaram máquinas de autopagamento em aproximadamente 90% de suas lojas — com meta de chegar a 100% nos próximos anos.  Em Belém esse sistema de caixas automatizados em algumas lojas e redes de supermercados já é uma realidade, mais ainda insignificante.

Jorge Portugal, presidente da Associação Paraense de Supermercados (ASPAS) afirma que o percentual de autoatendimento na rede supermercdista do Estado não chega a 1%. “Mesmo no Brasil, apesar do crescimento, esse processo ainda é lento, ao contrário de países da Europa, onde essa tecnologia já é uma realidade avançada”, diz

Segundo ele a cultura do paraense bem tradicional e diferente das demais cidades brasileiras. Portugal cita o exemplo dos embaladores, figura praticamente inexistente em supermercados de outras capitais mas ainda muito forte na rede varejista local. “Se você acabar com os embaladores nos check-outs vai dar um problema dandado. Os consumidores exigem essa comodidade ainda”, justifica.

O presidente da Aspas diz que a intenção é implementar o auto atendimento aos poucos acostumando os clientes a essa nova realidade, sem cortar postos de trabalho até porque, segundo ele, o setor, considerado atividade essencial, hoje sofre com mão-de-obra qualificada.

Impacto no emprego

A função de operador de caixa, tradicional em supermercados, passa por risco real de extinção ou, ao menos, de forte redução de quadros. Conforme levantamento setorial, cargos como esse estão entre os mais ameaçados pela automação no varejo brasileiro.

Embora o avanço tecnológico traga benefícios — como maior agilidade no atendimento e menor espera — ele também gera desafios sociais: trabalhadores precisam se adaptar, requalificar-se e encontrar novas oportunidades de emprego em funções que ainda dependem de interação humana ou supervisão de tecnologia.

A evolução dos supermercados aponta para a crescente integração de automação, com efeitos práticos para consumidores e profissionais do setor.

O post Automação reduz operadores de caixa, mas no Pará a realidade é outra apareceu primeiro em Diário do Pará.

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