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sexta-feira, março 20, 2026

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VÍDEO: O que se sabe sobre a balsa que quase naufragou na Baía do Marajó

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Momentos de desespero marcaram a madrugada da última sexta-feira (17), quando uma balsa que fazia a travessia entre Belém e Oeiras do Pará, no arquipélago do Marajó, enfrentou sérias dificuldades. A embarcação Marajó Norte, com cerca de 200 passageiros, automóveis e diversas mercadorias a bordo, apresentou risco de naufrágio após fortes marés na Baía do Marajó, nas proximidades da Vila do Conde.

Áudios que circularam nas primeiras horas do dia, revelam desespero e pedidos de socorro por parte dos passageiros e familiares. “Está fundando a Marajó Norte, pelo amor de Deus! Está muito longe da beira, a parte da frente já está no fundo!”, relatava uma passageira em pânico.

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De acordo de testemunhas, a embarcação começou a afundar parcialmente na proa (parte da frente), o que levou à ativação de coletes salva-vidas por todos a bordo. Diante da situação crítica, parte das mercadorias foi lançada ao rio para aliviar o peso da balsa e evitar o naufrágio completo.

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Apesar do susto, não houve feridos. Uma segunda embarcação se aproximou e prestou auxílio imediato, enquanto alguns tripulantes permaneceram a bordo para auxiliar no controle da situação. Horas depois, foi confirmado que todos os passageiros foram resgatados com segurança.

“A balsa chegou a afundar parcialmente, mas já resolveram o problema. Jogaram mercadoria na água, mas já está fora de perigo”, confirmou outro passageiro, tranquilizando familiares.


O QUE DIZ A MARINHA

A Marinha do Brasil deve emitir um comunicado oficial na manhã desta sexta (17), segundo a assessoria de comunicação ao DOL. O episódio levanta novamente um alerta sobre o excesso de carga e passageiros em embarcações que operam rotas longas na região — muitas vezes com viagens que ultrapassam 16 ou até 24 horas.

A população do arquipélago e profissionais da navegação cobram mais rigor na fiscalização, não apenas nas rotas tradicionais como Belém–Soure ou Belém–Salvaterra, mas também em trechos menos visados do Marajó.

O incidente reforça a necessidade de protocolos de segurança mais rígidos, especialmente em períodos de maré alta e más condições climáticas na baía.

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