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sábado, março 7, 2026

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Presidente da COP30 anuncia criação de dois “mapas do caminho globais”

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Lucas Quirino/DOL – Na plenária de encerramento da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), realizada em Belém, o presidente da conferência, André Corrêa do Lago, apresentou ao mundo uma proposta ambiciosa para enfrentar dois desafios centrais da crise climática: o desmatamento e a dependência de combustíveis fósseis.

Em seu discurso, André Corrêa destacou o compromisso da presidência brasileira com uma transição energética global planejada, que envolva todos os setores da sociedade e não deixe ninguém para trás.

“Como presidente da COP 30, vou criar dois mapas. Um, como reverter o desmatamento, e o outro para transicionar fora dos combustíveis fósseis de forma justa e igualitária. Isso será liderado pela ciência e (será) inclusivo. Com o espírito de mutirão, vamos reunir organizações multilaterais, países consumidores, trabalhadores, academia e sociedade civil. Também vamos reportar os resultados e aproveitar a primeira conferência internacional para eliminar os combustíveis fósseis, em abril, na Colômbia”, disse o presidente da COP30.

Segundo Corrêa do Lago, o trabalho será guiado pela ciência, mas terá também um caráter colaborativo, reunindo governos, sociedade civil, pesquisadores e trabalhadores em reuniões de alto nível para avançar na redução de emissões e na mobilização contra os impactos climáticos dos combustíveis fósseis.

A proposta, segundo Corrêa do Lago, busca oferecer diretrizes globais para orientar governos, instituições e setor privado na formulação de ações concretas, alinhadas ao ritmo exigido pela ciência climática.

Agradecimento

Ao percorrer item por item das agendas da CMA, COP e CMP, Corrêa do Lago agradeceu às delegações pelo engajamento e reforçou que vários temas seguirão em discussão ao longo de 2026. Segundo ele, embora algumas demandas não tenham sido totalmente incorporadas ao texto final, a presidência brasileira continuará a articular soluções para ampliar a ambição climática global.

Durante a sessão, o presidente da COP30 apresentou os documentos resultantes das negociações — entre eles, textos sobre adaptação, mitigação, financiamento, transparência, perdas e danos e transição justa. Ele citou dezenas de facilitadores, países e ministérios envolvidos nos diferentes grupos de contato, detalhando o caminho percorrido para construir consensos mínimos.

Foram submetidos à adoção documentos da CMA referentes ao balanço global, ao Fundo Verde para o Clima, ao Fundo de Adaptação, às diretrizes de transparência do Acordo de Paris, ao financiamento climático e ao Comitê Permanente de Finanças, entre outros. Parte desses textos compõe oficialmente o pacote apresentado em Belém, que formará a base das negociações até 2026.

Compromisso de continuidade

Ao final, Corrêa do Lago reconheceu que delegações e sociedade civil esperavam avanços ainda maiores, mas reforçou que o trabalho continuará sob a presidência brasileira. Ele afirmou que o objetivo é manter a mobilização global e ampliar a ambição climática, especialmente no combate ao desmatamento e na redução da dependência dos combustíveis fósseis.

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