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sexta-feira, março 20, 2026

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Papão aposta na juventude e tem o elenco mais jovem do Parazão

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Elenco do Papão tem média de idade de 23,9 anos – Foto: Jorge Luis Totti/PSC

O Paysandu iniciou a temporada de 2026 em meio a um processo claro de reconstrução. Após a queda para a Série C, o Papão precisou reorganizar as finanças e repensar o planejamento esportivo, apostando fortemente na juventude como base para um novo ciclo. O elenco comandado por Júnior Rocha tem média de idade de 23,9 anos, a mais baixa do Campeonato Paraense, bem distante de rivais como Remo, Tuna Luso e Águia de Marabá, todos acima dos 28 anos.

Dentro desse novo perfil, o Papão conta com 17 jogadores formados nas categorias de base no grupo profissional, além do volante Henrico, cria da Águia Guerreira que chegou nesta temporada. Nomes como Sandro, Levi, Harley Brito, Lucca, Libonati, Davizinho, Matheus Capixaba, Cauã Dias, Arthur Monteiro, Jhon Echávez, Brian Macapá, Pedro Henrique, Salomoni, Thalyson, Kauã Hinkel, Ângelo e Klayvert representam a nova geração que vem ganhando espaço na Curuzu.

A diferença etária em relação aos concorrentes evidencia uma estratégia bem definida. Enquanto o Lobo aposta em um grupo jovem, o restante do Parazão segue com elencos mais experientes. O Amazônia aparece com média de 24 anos, a mais próxima do Papão, enquanto clubes como Castanhal, Santa Rosa e São Francisco ficam acima dos 25, e os principais rivais se aproximam dos 30 anos.

Garotada corresponde em campo

Em campo, os jovens já começam a responder. Na vitória por 1 a 0 sobre o Capitão Poço, o Paysandu terminou a partida com seis atletas da base entre os titulares, repetindo o cenário da estreia diante do São Raimundo, quando cinco pratas da casa fecharam o jogo. Para o técnico Júnior Rocha, o crescimento é visível. “Terminamos o jogo melhor do que iniciamos porque entrou a rapaziada da base, com menos vício e entendimento melhor. Acho que está dentro do processo. Ganhamos apenas de 1 a 0 e a torcida nos apoiou. Isso vai passar confiança para os mais novos.”

Rocha também ressaltou que a evolução já começa a aparecer na prática. “Terminamos o jogo controlando as ações com a meninada. Vejo todos eles nos treinamentos e fizeram exatamente o que realizamos. Eles têm um potencial enorme e temos que explorar”.

Liderança dá apoio e faz a diferença

A liderança dentro do elenco tem sido fundamental para sustentar essa transição. Um dos mais experientes, o meia Marcinho tem assumido papel importante. “Os garotos no dia a dia estão nos ajudando muito. É nítido ver a evolução deles nos treinamentos. Apesar de serem novos, já estão no profissional, então a responsabilidade aumenta.”

Dessa forma, Marcinho reforça que o ambiente precisa ser de confiança. “É ajudar eles da melhor maneira possível, pois não adianta chegar, cobrar, e no jogo eles não conseguirem corresponder. O que buscamos é passar tranquilidade para chegar nesses jogos e corresponder. Alguns nunca tinham jogado com torcida no estádio”. Confiante no projeto, o meia não esconde a expectativa. “Eles que irão fazer o Paysandu voltar à Série B.”

Por fim, com a necessidade de enxugar gastos e ajustar dívidas, o Paysandu encontrou na base uma solução sustentável, dando oportunidades a atletas que agora ganham rodagem. Com resultados positivos no início do Parazão e uma geração que começa a se firmar, o clube aposta na juventude como o pilar principal da reconstrução.

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