A participação feminina tem ganhado cada vez mais destaque na construção e no fortalecimento de políticas públicas em todo o Brasil. Na área da assistência social, as mulheres desempenham papel fundamental tanto como beneficiárias quanto como protagonistas na mobilização comunitária, na gestão de projetos e na busca por direitos e melhores condições de vida para suas famílias e comunidades.
Com vasto território, grande potencial econômico e cultura diversa, o Pará também se destaca no âmbito das políticas públicas voltadas à assistência social. No Estado com mais de 8 milhões de habitantes, dos quais 50,1% são mulheres, segundo o Censo de 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a maioria dos programas e projetos assistenciais beneficia o público feminino.
Os números mais recentes divulgados pela Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster) comprovam que as mulheres não apenas são as maiores beneficiárias dessas políticas públicas, como lideram a participação em ações de qualificação, segurança alimentar e espaços de controle social.
Um dos dados mais expressivos está no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Das 2.365 pessoas beneficiadas nas modalidades Ampliada, Indígena, Quilombola e Povos e Comunidades Tradicionais, 1.427 são mulheres — mais de 60% do total. A forte presença feminina evidencia o papel central da mulher na produção de alimentos, na agricultura familiar e na garantia da segurança alimentar e nutricional.
Outro indicador relevante está no programa federal Bolsa Família. No Pará, 2.016.148 mulheres são beneficiárias, entre 3.556.028 pessoas atendidas — o que representa 56,69% do público do programa social.
Em fevereiro de 2026, o benefício médio mensal no Estado foi de R$ 719,83, com um valor total repassado de R$ 907.475.008, reforçando o impacto direto das mulheres na gestão da renda familiar e na promoção da segurança alimentar.
Profissionalização – Na área de qualificação e orientação profissional, 1.555 mulheres participaram, somente em 2025, de feiras, palestras, oficinas e demais atividades promovidas pela Diretoria de Qualificação Profissional e Empreendedorismo (DPQE). O número reflete o amplo alcance das ações desenvolvidas, demonstrando a significativa participação feminina nas iniciativas realizadas ao longo do ano passado.
Entre os contemplados pelo Benefício Estadual para Pessoas Acometidas pela Hanseníase (Bepah), dos 2.035 atendidos até fevereiro deste ano, 525 são mulheres. Já no Benefício Eventual, dos 474 atendimentos registrados, 386 foram destinados a mulheres, o que corresponde a mais de 80% do total.
Cidadania e controle social – A presença feminina também se destaca nas ações de enfrentamento à violação de direitos. No Encontro Regional da Proteção Social Especial de Média Complexidade, 242 mulheres participaram das atividades realizadas em municípios como Altamira, Santarém e Belém.
Nos conselhos estaduais vinculados à política de assistência, as mulheres também ocupam espaço de liderança. Atualmente, os cinco conselhos contam com 28 conselheiras e 16 conselheiros. No Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa (CEDPI), são 30 conselheiras e quatro mulheres na equipe técnica, demonstrando forte presença feminina nos espaços de decisão e fiscalização de políticas públicas.
Enfrentar desigualdades – O fortalecimento da autonomia feminina passa ainda pela inclusão produtiva. Em 2025, a rede Sine Pará (Sistema Nacional de Emprego) realizou 449.325 atendimentos, sendo aproximadamente 45% destinados a mulheres. No entanto, entre os 13.264 trabalhadores com acesso ao mercado formal, por meio da intermediação de mão de obra, 2.060 eram mulheres — que preencheram cerca de 18,5% das vagas.
Para enfrentar esse cenário adverso, o Sine e a Seaster implementaram ações estratégicas, com destaque para o Feirão de Emprego “Para Elas”, exclusivo ao público feminino.
Em 2025, o Feirão contou com a participação de 535 mulheres – muitas saíram do evento com o emprego garantido. Para 2026, estão previstos mais dois: um em Abaetetuba, na Região de Integração Tocantins, e outro em Belém.
O Sine Pará também realiza busca ativa de vagas destinadas às mulheres, promove diálogo com setores de Recursos Humanos para incentivar práticas mais inclusivas e garante atendimento diferenciado a mulheres que chefiam famílias e vítimas de violência doméstica.
Compromisso – Para o secretário de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda, Inocêncio Gasparim, os números refletem o compromisso do Governo do Pará em estruturar políticas públicas que reconheçam a mulher como protagonista do desenvolvimento social.
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“Os dados mostram que as mulheres são maioria nas políticas de assistência social porque são elas que, historicamente, sustentam suas famílias e comunidades. Investir nas mulheres é fortalecer toda a sociedade, reduzir desigualdades e promover desenvolvimento com justiça social”, destaca o titular da Seaster.
A ampliação das capacitações, a presença feminina nos conselhos, o alcance dos programas socioassistenciais e as ações de inclusão produtiva consolidam a atuação integrada do Governo do Pará visando assegurar autonomia, dignidade e oportunidades às mulheres em todas as regiões de um território com mais de 1,2 milhão de quilômetros quadrados.


