A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) teve sua abertura em Belém (PA) nesta segunda-feira (10), com o evento global se estendendo até 21 de novembro. As discussões centrais incluem a aceleração da transição energética, o fortalecimento do financiamento climático e a essencial proteção das florestas tropicais.
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) marcou presença na abertura, representada pela ministra Luciana Santos. A ciência foi imediatamente colocada no centro das negociações, sendo necessária para o enfrentamento às mudanças climáticas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, na era da desinformação, a COP30 será a “conferência da verdade”. O presidente destacou a urgência de confrontar aqueles que rejeitam as evidências científicas e atacam as universidades, declarando que é “momento de impor uma nova derrota aos negacionistas”.
A ministra Luciana Santos seguiu a mesma linha, enfatizando a impossibilidade de combater as alterações climáticas sem o suporte da ciência. “Com a COP, ficará claro que não é possível enfrentar as mudanças climáticas sem ciência, tecnologia e inovação”.
Museu Emílio Goeldi vira o ponto focal da ciência
Demonstrando um compromisso concreto com a Amazônia e o futuro do planeta, o MCTI estabeleceu uma base simbólica em Belém.
Durante todo o período da COP30, o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), que é uma unidade de pesquisa vinculada ao ministério, será transformado na Casa da Ciência do MCTI.
Segundo a ministra Luciana Santos, o museu funcionará como um ponto de convergência entre a ciência, a tecnologia, a inovação e os saberes tradicionais. O foco principal do espaço é apresentar soluções concretas para o enfrentamento das mudanças climáticas.
Aberto ao público, o local oferecerá uma programação vasta, incluindo a apresentação de projetos, palestras, atividades e exposições dedicadas à ciência e às soluções climáticas.
Investimento robusto na Amazônia
Nos próximos dias, o MCTI também deve anunciar o lançamento do edital do programa Pró-Amazônia 2025, uma das iniciativas mais importantes para apoiar a ciência e a inovação na região.
O programa contará com um investimento significativo de R$ 650 milhões provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Esta edição do Pró-Amazônia 2025 incluirá ainda o lançamento dos Fundos de Investimento em Bioeconomia e Sustentabilidade (FIPs), voltados a empresas inovadoras que recebem apoio estratégico para garantir seu crescimento e sustentabilidade.
A ministra Luciana Santos também mencionou que, durante a Cúpula de Líderes que antecedeu a conferência, foram captados investimentos substanciais para o Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF), um financiamento climático que visa recompensar países que preservam suas florestas tropicais. Tais compromissos, após a Cúpula, deverão ser traduzidos em planos concretos, com metas, prazos e recursos durante as mesas de negociações da COP30.
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