Após a derrota no clássico contra a Tuna no Estrelão, em Augusto Corrêa, o técnico Júnior Rocha não foi falar com a imprensa. A coletiva ficou por conta do executivo de futebol do Paysandu, Marcelo Sant’ana, que fez duras críticas à arbitragem e apontou a marcação do pênalti a favor da Águia como um absurdo.
O dirigente iniciou reconhecendo a vitória cruzmaltina, mas deixou claro que o foco da presença era o que chamou de um erro inaceitável. “Tenho 11 anos trabalhando com futebol e os erros acontecem, todos nós cometemos. Agora, o absurdo que eu vi hoje está no top três da minha carreira como dirigente esportivo.”
Favorável ao uso da tecnologia, Sant’ana destacou que o VAR não é capaz de corrigir falhas quando há despreparo. “Sou totalmente favorável ao uso do VAR, mas ele não salva dois tipos de árbitro: o incompetente e o mau caráter”, disparou, classificando a decisão como “completamente fora da curva.”
O executivo ainda explicou o entendimento do clube sobre o lance que originou o pênalti. “O Castro em momento algum olha para o atleta da Tuna e nem ele olha para o nosso jogador. É um movimento natural de salto, ele não estica o braço, não faz alavanca para atingir o adversário. O próprio árbitro não marcou nada em campo.”
Indignado, Sant’ana afirmou que o Paysandu vai buscar esclarecimentos formais. “Vamos pedir o áudio do VAR na íntegra, não só desse lance, mas de todo o jogo, para saber o que foi dito. O torcedor merece transparência.”
Ele também criticou diretamente a atuação do árbitro de vídeo. “Já que o VAR quis ser o destaque da partida, temos que dizer o nome dele: Fernando Antônio Mendes de Salles Nascimento Filho. Ele foi decisivo para o resultado deste jogo.”
Reclamações e Defesa por Arbitragem Externa
Além da reclamação que será protocolada junto à Federação Paraense, o dirigente reforçou a defesa por arbitragem de fora do estado no clássico contra o Remo, domingo, 8. “Depois do que vivenciei hoje, no que depender de mim, todo clássico será com árbitro de fora, pelo bem do futebol paraense.”
Por fim, Sant’ana afirmou esperar que a Federação reconheça o erro. “Se a Federação disser que houve um equívoco, para mim o assunto está encerrado. Agora, se tentarem justificar esse pênalti, teremos que desenvolver uma nova mentalidade no futebol paraense.”
A partida teve arbitragem de Olivaldo José Alves Moraes, com Carlos Eduardo Galeno Benevides e Jhonathan Leone Lopes como assistentes, e VAR comandado por Fernando Antonio Mendes de Salles Nascimento Filho.
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