Lucas Contente/DOL – A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, comentou nesta sexta-feira (7), durante a Cúpula dos Líderes, que antecede a COP30, os próximos passos do Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), mecanismo financeiro criado para apoiar ações de descarbonização e redução de emissões de gases de efeito estufa.
Segundo a ministra, o TFFF é um modelo de financiamento inovador que não se baseia em doações, mas em aportes retornáveis aos países participantes. “É um mecanismo de financiamento inovador, que não é doação. É um aporte de recursos que é retornável para o país que faz o aporte. Esse aporte vai alavancar recursos privados. Nossa expectativa é que, para cada dólar de recurso público, consigamos atrair pelo menos quatro dólares de investimento privado”, afirmou.
Marina destacou que o fundo, lançado oficialmente durante a COP28, em Dubai, já conta com aportes iniciais de cerca de US$ 6 bilhões. “Fomos positivamente surpreendidos que, no primeiro dia de lançamento do fundo, já tínhamos seis bilhões de dólares. A partir de agora, é um trabalho conjunto com governos e investidores para alcançarmos as metas que estabelecemos”, disse.
A expectativa do governo brasileiro é que o fundo esteja operacional até a COP30, marcada para ocorrer em Belém, em 2025. Segundo Marina Silva, o país vem se destacando na liderança de pautas ambientais e climáticas. “O Brasil já lidera pelo exemplo na agenda de desmatamento, na questão dos biocombustíveis e com o plano de transformação ecológica. Evitamos, nos últimos três anos, lançar 700 milhões de toneladas de CO₂ na atmosfera”, afirmou.
Sobre a participação de países europeus, Marina explicou que a Alemanha manifestou interesse em financiar o fundo, mas ainda não anunciou valores. “A Alemanha insinuou o financiamento ao TFF, mas não definiu o valor. Vamos aguardar o anúncio oficial”, disse.
A ministra também comentou a proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de destinar parte dos lucros do petróleo para financiar a transição energética. “O presidente colocou duas questões relevantes: o fim do desmatamento e o fim dos combustíveis fósseis. E, para viabilizar isso, é preciso recursos. Ele propôs usar parte dos lucros do petróleo para esse fim, e o Brasil vai liderar pelo exemplo”, completou.
Marina ressaltou que a consolidação do fundo é um processo gradual e complexo. “Ninguém cria algo da noite para o dia. Fizemos isso em tempo recorde e, agora, vamos dar concretude ao que foi anunciado”, finalizou.
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