Primordialmente, novas tecnologias de defesa aérea ampliam a proteção para grandes eventos internacionais, como o que ocorre em novembro no Brasil, mais especificamente em Belém.
A principal medida foi anunciada pela Força Aérea Brasileira, que implementou equipamentos de detecção e neutralização de drones não autorizados no Aeroporto Internacional de Belém para garantir a segurança das operações durante a Cúpula dos Líderes da COP-30, nos dias 6 e 7 de novembro, conforme decreto presidencial nº 12.699.
Tecnologia de Proteção Aeroportuária
A princípio, os equipamentos posicionados em locais estratégicos do terminal aéreo de Belém conseguem identificar aeronaves não tripuladas em um raio de 4 quilômetros. Assim, a cobertura abrange toda a área do aeroporto, com foco especial nas zonas de aproximação e decolagem das aeronaves.
“Essa defesa exige maior fluidez no tráfego aéreo para decolagens e pousos, e o sistema anti-drone vem justamente ao encontro dessa necessidade”, afirmou o Tenente-Brigadeiro Alcides Teixeira Barbacovi, responsável pelo Comando de Operações Aeroespaciais. Segundo ele, a iniciativa visa melhorar o fluxo do tráfego aéreo durante as operações de alta performance necessárias para o evento climático.
Operação Integrada de Defesa
O Comando Operacional Conjunto Marajoara conta com a Força Aérea Componente, liderada pelo Brigadeiro Alexandre Okada, que opera dois sistemas distintos de proteção contra drones. A atuação coordenada com outras forças de segurança permite resposta imediata a tentativas de invasão do espaço aéreo.
Os equipamentos possibilitam não apenas a detecção, mas também o pouso forçado de dispositivos não autorizados, além da identificação do operador e do local de origem do voo irregular.
Penalidades para Voos Irregulares
Operadores que realizarem voos com drones sem autorização do Departamento de Controle do Espaço Aéreo enfrentam responsabilização criminal. A legislação prevê punições para quem colocar em risco a segurança da navegação aérea na região.
A FAB planeja expandir o uso dessa tecnologia para outras operações e aeroportos com maior movimento de aeronaves, tornando-a parte permanente dos protocolos de segurança aérea do país.
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