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sexta-feira, março 20, 2026

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Executivo: meta é manter Remo competitivo após ascensão meteórica

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Novo executivo destaca calendário atípico, grupo inflado e necessidade de cuidado na gestão do elenco azulino – Foto: Ascom Remo

O Clube do Remo apresentou oficialmente, na manhã de ontem, o novo executivo de futebol do clube, Luís Vagner Vivian. Serão dois grandes desafios do novo profissional do clube, o primeiro e principal deles é ser uma peça importante na engrenagem azulina em busca do principal objetivo do ano, que é permanecer na primeira divisão do Campeonato Brasileiro. O segundo desafio é substituir a Marcos Braz, figura crucial no planejamento para o acesso para a Série A, ano passado, além de ser uma figura influente e conhecida do futebol nacional.

Acompanhado do presidente Antônio Carlos Teixeira e do vice Milton Campos, o novo executivo concedeu a primeira entrevista coletiva desde que chegou ao Baenão. Na ocasião, o presidente deixou claro a importância que Luís Vagner terá. “O executivo não se resume a contratar jogador, a função vai muito mais além. Aqui ele vai continuar a reestruturação no futebol do Remo, com profissionalização e o crescimento cada vez mais dessa estrutura, não só aqui no Baenão como no próprio CT. O trabalho aqui vai ser um pouco diferente do que foi no Grêmio-RS, porque ele é a figura principal do futebol, vai responder junto à imprensa pelas questões relacionadas ao futebol do Remo”.

Na entrevista, o executivo destacou sua vinda a Belém, a estrutura que encontrou no Remo e os desafios do calendário. Confira.

Temporada diferente

“Quero agradecer a oportunidade, o desafio e a confiança que eu tive do presidente, dos vices, comissão técnica e jogadores. O Campeonato Brasileiro, especificamente este ano, quebrou a rotina. Ele iniciou muito antes do normal e a temporada vai ser bem complexa por causa disso. A quantidade de jogos é uma coisa que já existe no futebol brasileiro, os jogadores estão acostumados, mas a gente que está por trás planejando, pensando o melhor para o futuro, temos que ter todo cuidado com isso. O grupo está inflado ainda, foi feito um planejamento com misto de jogadores já montados disputando o Paraense, não deixando de lado a importância do campeonato estadual, a gente sabe da grande rivalidade.

Mas o foco, e não podemos deixar de lado, é a Série A , uma competição muito dura e cada vez mais difícil. Os clubes cresceram muito com relação a investimento, surgiram SAFs, clubes que se organizaram. O Remo vem em uma crescente meteórica, subiu da C para B, e da B para A. Isso não é simples”.

Juan Carlos Osório

“Conhecia ele de enfrentar, como em 2018, na Copa do Mundo da Rússia, enfrentando o México. Mas só pessoalmente e com muita conversa que tu vais entendendo. Se trabalha fora para dar as maiores condições dentro do campo. O jogo é dentro do campo, então temos que criar estrutura. Tive muitas conversas como o Osório esses dias, ele conhece muito de futebol. Sobre o elenco, conheço alguns jogadores que monitorei enquanto estava no Grêmio. O João Lucas trabalhei com ele e o levei para o Grêmio. Eu acho que a equipe tem potencial para ir crescendo aos poucos”.

Trabalho a ser feito no Remo

“O presidente, desde a primeira conversa comigo, me disse que precisa de pessoas para fazer o clube crescer ainda mais. É isso que a gente vai fazer, é contratar jogador, auxiliar o treinador nas ideias dele, buscar novas alternativas em logística, potencializar o ambiente. O jogador se sente mais valorizado e entrega mais. O clube está bem estruturado de profissionais, precisa talvez aumentar o número de braços, a gente precisa pensar grande. O presidente sabe da profissionalização e quer elevar cada vez mais o nível. Essa transição foi feita, tenho conversado com os funcionários, grupo de atletas e comissão técnica. Em relação ao planejamento de jogos, nós demos sequência, não adianta inventar agora”.

Situações contratuais

“Tive uma reunião ontem com o agente do jogador (Diego Hernández), primeiro entendi a situação, preciso ler todos os contratos, o que é viável. É um jogador importante, se adaptou muito bem, vestiu a camisa do Remo, se ambientou. Isso que o torcedor espera dos atletas. A situação dele deve se resolver o mais rápido possível, lembrando que ele tem contrato até o meio do ano. Sobre o Picco, faltam apenas detalhes burocráticos, por se tratar de uma transação internacional”.

Estrutura e profissionalização

“Estrutura, o estádio, o gramado em ótimas condições de trabalho para os atletas, pra comissão técnica, tem tudo que o clube precisa. Tem que dar uns passos à frente para um nível de Série A, mas a questão da profissionalização já existe. Há um grupo de bons profissionais no clube, acho que a gente precisa às vezes organizar os processos internos para melhorar esses profissionais. E, pontualmente, o que a gente puder trazer de gente nova para somar, assim como atletas profissionais também, sempre vão ser bem-vindos. Esse é o trabalho de formiguinha que eu falo, para a gente ir construindo passo a passo uma profissionalização interna e que isso repercuta dentro do campo e externamente o torcedor esteja feliz com o trabalho de todo mundo”.

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