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sábado, março 7, 2026

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Energia e mercados de carbono estão entre os temas de debate do quinto dia da COP30

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Andressa Ferreira/DOL – No quinto dia da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (Conferência das Partes), COP30, realizada em Belém, o foco está em “Energia, Indústria, Transporte, Comércio, Finanças e Mercados de Carbono, Gases não-CO₂”. O crescimento econômico global e o papel de cada setor na mitigação do aquecimento planetário ganham destaque, com ênfase numa transição justa e eficiente para fontes e processos mais limpos.

Entre os principais destaques da programação, está a reunião ministerial sobre o Compromisso de Belém 4X, voltada a quadruplicar o uso global de combustíveis sustentáveis até 2035. Em paralelo, será lançado o Plano de Ação de Combustíveis do Futuro, que tende a reunir governos, indústria e o setor financeiro em torno do desafio de ampliar a produção e uso desses combustíveis em setores estratégicos.

Outra iniciativa de peso é a Declaração de Belém sobre Industrialização Verde Global, que propõe mobilizar parceiros internacionais para acelerar a “industrialização verde”, com especial atenção para os desafios e oportunidades do Sul Global. A proposta reforça que a transição ecológica não se reduz apenas à energia, mas abrange a mudança estrutural nas formas de produção industrial, com impacto direto no emprego e no desenvolvimento.

No setor de transporte, a pauta inclui uma sessão dedicada à “Energia na Navegação”, cujo objetivo é traçar o caminho para um transporte marítimo de emissões zero, além de uma mesa-redonda ministerial sobre redes e armazenamento de energia. O debate busca mostrar como infraestruturas como redes elétricas robustas e sistemas de armazenamento são essenciais para viabilizar a eletrificação e o acesso universal à energia sustentável.

BOLETIM E RESUMO DO DIA

Entre os “momentos-chave” do dia, estão uma mesa-redonda sobre o Compromisso de Belém 4X; 1uma mesa sobre novas abordagens para a transição dos combustíveis fósseis; uma sessão sobre transporte marítimo; e uma mesa sobre redes e armazenamento. Esses eventos destacam o caráter de ação da COP30: não apenas debates, mas lançamentos de iniciativas estratégicas que visam converter ambições em projetos e investimentos.

Os debates evidenciam que a COP30 está empenhada em mobilizar todo o “ecossistema necessário” para a transição — governos, indústrias, sociedade civil, financiadores — com o intuito de tornar o futuro mais limpo, equitativo e resiliente. A mensagem é clara: a mudança temática para energia, indústria e finanças já não é opcional, mas peça central do esforço global para enfrentar a crise climática.

PROTESTO DE POVOS INDÍGENAS

Nas primeiras horas desta sexta-feira (14), um grupo de indígenas Munduruku bloqueou o principal acesso à COP30, em um protesto que ampliou a cobrança por participação das comunidades indígenas nas decisões climáticas. A manifestação ocorreu na entrada da Blue Zone, área restrita da conferência, poucos dias após um ato em que indígenas e apoiadores entraram na mesma zona para chamar atenção para suas reivindicações.

Após negociações conduzidas pelo presidente da COP30, André Aranha Corrêa do Lago, e pela diretora executiva Ana Toni, a entrada principal foi liberada. Depois do acordo, os representantes da conferência seguiram para a Vila COP para dar continuidade às tratativas com as lideranças indígenas.

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