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domingo, março 8, 2026

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Dinamarquesas defendem taxação dos super ricos para justiça climática na COP30

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Lucas Contente/DOL – Durante o quarto dia da Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas (COP30), nesta quinta-feira (13), um protesto chamou a atenção de quem circulava pela Blue Zone, área restrita da conferência em Belém que reúne observadores, jornalistas e chefes de Estado.

No local, manifestantes do movimento Green Youth Movement realizaram uma ação simbólica para criticar o uso de jatos privados e o papel dos super-ricos no agravamento da crise climática. O grupo defende que países desenvolvidos e grandes fortunas assumam maior responsabilidade na redução das emissões globais e na criação de mecanismos de compensação para comunidades afetadas.

Em entrevista, Elisa Sudendal, de 20 anos, uma das lideranças do movimento, explicou que o ato faz parte de uma mobilização para pressionar a Dinamarca a aderir à Premium Flights Coalition, iniciativa que será lançada no domingo (16) e pretende arrecadar fundos a partir de voos privados e de luxo, com o objetivo de financiar ações de compensação de perdas e danos no Sul Global.

“Queremos chamar atenção para o tema do financiamento climático, que ainda é insuficiente. Existem muitas formas de garantir um financiamento adequado, e a Dinamarca precisa participar dessa coalizão. A ideia é que os recursos arrecadados com voos privados sejam usados para fortalecer o financiamento climático global”, afirmou Elisa.

Durante o ato, as manifestantes também denunciaram o aumento das emissões entre os mais ricos e a desigualdade na responsabilidade climática.

“Você sabia que o dono da Amazon gastou US$ 56 milhões em seu casamento, com cerca de cem viagens à Itália apenas para esse evento? Isso não é acessível. Os super-ricos estão aumentando suas emissões e reduzindo o orçamento global de carbono”, disse uma das integrantes do grupo.

De acordo com dados citados pelas ativistas, os 1% mais ricos do planeta seriam responsáveis por 2,5% das emissões globais de gases do efeito estufa, número superior ao das emissões produzidas pelos 50% mais pobres. Entre 2019 e 2023, as emissões dessa elite cresceram 16%, enquanto as da metade mais pobre caíram 3%.

“Essa é a última chamada. Ainda temos uma chance de evitar os piores impactos das mudanças climáticas. Cada jato privado contribui para o agravamento da crise, que atinge principalmente as comunidades mais vulneráveis”, completou outra manifestante.

O protesto terminou com gritos de ordem em defesa da justiça climática e do fim dos voos privados e de luxo.

“Precisamos de direitos, humanidade e justiça climática. Não mais jatos privados, não mais voos de luxo, não mais privilégios que custam vidas”, declarou o grupo.

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