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terça-feira, março 10, 2026

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Cicloativista pedala 33 dias de SP a Belém para COP 30

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Bira Nogueira, cenógrafo e morador de Itapecerica da Serra, em São Paulo, decidiu trocar o conforto do carro pela resistência das pedaladas. A jornada, que começou no dia 30 de setembro, tem como destino Belém, onde o cicloativista participará da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30), que será sediada na capital paraense em novembro. Ele pedalará por 33 dias por um percurso de mais de 2.500 quilômetros e passará por diversos estados e cidades do Brasil.

Para Bira, que já tem uma longa trajetória com a bicicleta, esse não é apenas um meio de transporte, mas também uma ferramenta poderosa de conexão com causas sociais e ambientais. Em 2022, ele fez uma viagem de bicicleta até o Uruguai para participar da Expo Cannabis, e a experiência o transformou. “A bicicleta representa para mim a mobilidade, a resistência e a oportunidade de provocar reflexão sobre os impactos ambientais das escolhas diárias,” afirma ele.

Embora desafiador, o trajeto não segue uma rota fixa. Bira planeja as paradas de acordo com o clima, a altimetria e a disponibilidade de acomodações. A primeira parada foi em Campinas, onde seguiu para cidades como São Carlos, Uberaba, Uberlândia e outras localidades de Goiás, até chegar ao norte do Brasil.

A conexão com a COP 30

A escolha de Belém como destino não é por acaso. A COP 30, que reunirá líderes e ativistas de todo o mundo para discutir a crise climática, tem grande simbolismo para Bira. Ao viajar de bicicleta, ele não só reduz a pegada de carbono dele, como também promove a ideia de repensar os modelos de mobilidade urbana. Para ele, a bicicleta é um meio essencial para criar cidades mais sustentáveis e humanas.

“A experiência de pedalar é completamente diferente de estar dentro de um carro. De bicicleta, a gente consegue ver detalhes que ficam invisíveis para quem está em um veículo, como a quantidade de animais mortos nas estradas. Durante minha viagem ao Uruguai, fiquei muito tocado com isso e fiz questão de registrar. Agora, quero levar essas imagens para Belém e usar essas histórias para abrir um diálogo”, explica Bira.

Desafios da jornada

Embora a viagem represente um grande desafio, Bira está preparado para enfrentar os obstáculos. O acesso à água potável tem sido um dos maiores desafios até agora, já que a necessidade constante de hidratação representa um custo alto. Além disso, ele se preocupa com a chuva, que pode comprometer a lubrificação da bicicleta e aumentar os riscos na estrada, principalmente em trechos onde o tráfego de caminhões é intenso.

“Estou um pouco receoso com a última parte da viagem, especialmente no Pará, onde o movimento de caminhões é muito grande. Mas a experiência de pedalar é sempre mais tranquila do que parece, porque as comunidades locais tendem a ser acolhedoras, e eu sempre busco me conectar com o ambiente ao meu redor”, conta Bira.

A jornada está sendo registrada em vídeos e fotos que Bira compartilha nas redes sociais. Para financiar a viagem, ele também conta com o apoio de uma campanha de crowdfunding. A história de Bira é um exemplo inspirador de como a mobilidade sustentável pode ser mais do que uma tendência e é uma forma de refletir sobre o impacto ambiental causados pelos seres humanos.

Texto: Júlia Marques com informações do portal da Revista Fórum. 

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