Em jogos decisivos, a rivalidade costuma extrapolar o limite da técnica e se transformar em tensão pura dentro de campo. Quando a disputa vale título e envolve dois dos maiores clubes de um mesmo estado, cada dividida ganha peso dramático e qualquer faísca pode incendiar a partida. Foi exatamente nesse cenário que o maior clássico mineiro entrou para a história do futebol brasileiro não pela qualidade do espetáculo, mas pelo número inédito de expulsões.
O confronto entre Cruzeiro e Atlético-MG, disputado neste domingo (8) no Mineirão, pela decisão do Campeonato Mineiro, terminou com impressionantes 23 jogadores expulsos após uma briga generalizada entre atletas das duas equipes.
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O número estabelece um novo recorde de expulsões em uma partida do futebol brasileiro. Até então, a marca pertencia ao duelo entre Portuguesa e Botafogo, ocorrido em 1954 pelo tradicional Torneio Rio–São Paulo, quando 22 jogadores receberam cartão vermelho.
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Na decisão estadual deste fim de semana, o árbitro distribuiu 12 expulsões para atletas do Cruzeiro e 11 para jogadores do Atlético, um cenário que evidencia o grau de tensão que tomou conta da partida nos minutos finais.
RECORDE MUNDIAL DE EXPULSÕES
Apesar do recorde nacional, o clássico mineiro ainda ficou abaixo da marca mundial de expulsões registrada no futebol. O episódio mais extremo ocorreu em 2011, na Argentina, em partida entre Claypole e Victoriano Arenas, válida pela quinta divisão do campeonato do país.
Naquela ocasião, 36 jogadores foram expulsos, número que incluiu todos os atletas disponíveis para o confronto. À época, cada equipe podia relacionar apenas sete reservas, o que fez com que todos os jogadores que estavam ligados à partida acabassem recebendo cartão vermelho após uma confusão generalizada.
Entre episódios históricos de indisciplina, também figura o recorde da Copa Libertadores da América. Em 1971, o duelo entre Boca Juniors e Sporting Cristal terminou com 19 expulsões, uma das cenas mais turbulentas já registradas no torneio continental.


