Uma coalizão de organizações da sociedade civil realizar protestos na Blue Zone da COP30 nesta sexta-feira (14), utilizando fantasias infláveis gigantes de Pikachu para chamar atenção ao financiamento japonês de combustíveis fósseis na Ásia e no Sul Global.
Ações programadas para o Dia da Energia
A primeira ação ocorreu às 15h, com os ativistas exigindo o fim imediato do financiamento japonês de combustíveis fósseis e defendem uma transição justa e rápida para sistemas de energia baseados em fontes renováveis.
Posteriormente, uma segunda atividade convidou jornalistas para um tour guiado pela Blue Zone. Os participantes visitam os pavilhões de países como Índia, Indonésia, Malásia e Japão, localizados em uma praça onde todos ficam visualmente acessíveis de um único ponto.
Críticas ao modelo AZEC de neutralidade de carbono
De acordo com os organizadores, o Japão promove tecnologias baseadas em combustíveis fósseis por meio do AZEC (Comitê de Emissão Zero da Ásia). Esta estrutura política apresenta soluções como hidrogênio, amônia e captura de carbono (CCS) como caminhos para alcançar a neutralidade de carbono na região.

Entretanto, os ativistas classificam essas tecnologias como falsas soluções. A principal preocupação reside no fato de que tais iniciativas podem prolongar a vida útil dos combustíveis fósseis, ao invés de promover uma transição genuína para energias renováveis.
Financiamento de gás natural liquefeito na Ásia
Apesar da necessidade urgente de abandonar os combustíveis fósseis, o Japão continua fornecendo financiamento público e privado para a expansão de gás natural liquefeito (GNL) e outras tecnologias baseadas em combustíveis fósseis na região Ásia-Pacífico e globalmente.
Além disso, essa política agrava a crise climática e prejudica comunidades e ecossistemas locais. Movimentos sociais no Sul Global têm se organizado para resistir aos esforços japoneses que, segundo eles, comprometem a transição para sistemas energéticos renováveis.
Demandas dos ativistas
Os organizadores pedem que o Japão redirecione imediatamente seus recursos financeiros para apoiar uma transição justa e rápida para sistemas de energia baseados em fontes renováveis. Simultaneamente, defendem que o país contribua com financiamento climático para ações de mitigação, adaptação e reparação de perdas e danos no Sul Global.
A ação conta com o apoio da Artivist Network, Friends of the Earth Japan, Oil Change International e diversas outras organizações da sociedade civil. O objetivo central consiste em amplificar as vozes das organizações do Sul Global junto à delegação japonesa presente na conferência.
Contexto da mobilização
A escolha do Pikachu como símbolo do protesto não acontece por acaso. A personagem icônico da cultura pop serve como elemento visual para destacar a responsabilidade do Japão na promoção de combustíveis fósseis disfarçados de soluções limpas.
Por fim, os ativistas argumentam que países em desenvolvimento ficam presos em novas dependências de combustíveis fósseis sob o disfarce de “energia limpa”. Esta estratégia, segundo os manifestantes, compromete os objetivos globais de limitação do aquecimento a 1,5°C estabelecidos no Acordo de Paris.
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