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sábado, março 7, 2026

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Ativistas criticam financiamento sul-coreano ao setor fóssil

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Brenda Hayashi/DOL – O final da manhã desta segunda-feira (17) ganhou um tom inesperado dentro da Blue Zone da COP30, Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Belém, quando um grupo de ativistas asiáticos e africanos realizou uma manifestação contra o financiamento internacional de combustíveis fósseis. Vestidos com roupas tradicionais coreanas e segurando cartazes com referências ao universo do K-pop, eles ocuparam o espaço com gritos, discursos e críticas diretas ao governo da Coreia do Sul e a grandes corporações do setor energético.

As faixas exibiam mensagens como “Stop Exporting K-Fossil Finance (Pare de exportar finanças fóssil)”, “Export K-pop, Not K-Fossil Finance (Exporte K-pop, não finanças fóssil)”, “No to Blue Hydrogen (Não ao hidrogênio azul)”, “Don’t Gas Asia (Não gaseie a Ásia)” e “Stop Exporting Toxic LNG Ships (Pare de exportar navios de GNL tóxicos)”. Segundo o grupo, a Coreia do Sul estaria financiando projetos de gás natural liquefeito (GNL), hidrogênio azul e co-combustão de amônia em vários países asiáticos, iniciativas classificadas pelos manifestantes como “falsas soluções climáticas” que ampliam desigualdades e mantêm populações vulneráveis em risco.

K-pop como símbolo cultural e político

Os ativistas usaram um símbolo do K-pop. Em coro, repetiam “K-POP! K-POP!”, enquanto argumentavam que, se a Coreia conseguiu conquistar o mundo pela música, também poderia liderar uma transição energética justa.

“Se o país que exportou o K-pop pode mover corações com música, também pode mover capitais para a justiça climática”, declarou uma das líderes do ato, criticando o que chamou de “K-flop”, quando a política climática sul-coreana não acompanha o impacto positivo de sua cultura.

Depoimentos emocionados sobre impactos reais

Entre os discursos, um dos mais marcantes foi o de Ruben Mana, representante do Friends of the North Africa. Ele iniciou sua fala chamando “o conto africano mais famoso”: uma narrativa de exploração, usurpação e desigualdade.

Mana denunciou que megaprojetos de Gás Natural Liquefeitoem países africanos estariam expulsando moradores de áreas rurais, destruindo comunidades inteiras e beneficiando corporações transnacionais como TotalEnergies, Eni e seus financiadores internacionais.

“As vítimas são sempre as mesmas: comunidades marginalizadas, tratadas como descartáveis por governos corruptos que se alinham a empresas estrangeiras”, afirmou.

Coordenação internacional

O grupo faz parte de uma coalizão maior, representada hoje por organizações como a Asian Peoples’ Movement on Debt and Development (APMDD). Ativistas de Filipinas, Coreia do Sul, Japão, Mongólia, Índia, Paquistão, além de representantes africanos, se uniram para denunciar o que consideram uma estratégia global de “lavagem verde”, quando países investem em tecnologias que parecem limpas, mas continuam baseadas em combustíveis fósseis.

Os manifestantes também seguravam bonecos azuis caricatos que representariam, segundo eles, a “máscara bonitinha” usada pelas empresas para vender combustíveis fósseis como energia limpa.

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