Sales Coimbra e Lucas Quirino/DOL – Belém amanheceu em festa nesta quinta-feira (6), quando o colorido do Arraial do Pavulagem tomou conta da abertura da Cúpula dos Líderes, evento que marca a preparação da capital paraense para sediar a COP30, entre os dias 10 e 21 deste mês. Em um momento de visibilidade internacional para a Amazônia, o grupo cultural transformou o espaço principal do encontro em um grande cortejo simbólico, misturando tradição, sustentabilidade e orgulho amazônico.
O músico, produtor cultural e membro fundodador do Arraial do Pavulagem, Júnior Soares, destacou o valor desse momento para a cidade e para os movimentos culturais da região. “Eu acho que a região amazônica, nós aqui, temos a oportunidade de mostrar para o mundo a nossa cultura, realmente, já que as grandes mídias nunca chegam por aqui conosco para levar a nossa cultura. Muitas pessoas estão vindo para cá para conhecer”, afirmou.
Para ele, o contato direto entre os visitantes e as manifestações culturais locais desperta um interesse genuíno pela Amazônia. “Essa imersão na cultura amazônica faz com que as pessoas voltem e tenham vontade de conhecer os momentos em que ela acontece”, acrescentou.
ARTE E CONSCIÊNCIA AMBIENTAL
Soares explicou que a apresentação do grupo durante a Cúpula dos Líderes teve um propósito claro: unir arte e consciência ambiental. “Nós estamos aqui com o Arraial do Pavulagem para fazer a abertura da Cúpula dos Líderes, para mostrar um pouquinho da nossa força, da cultura popular. É uma representação só, claro, para quem conhece o Arraial do Pavulagem e sabe a dimensão que ele tem, mas com a expectativa de despertar a curiosidade das pessoas para voltarem para cá, fazerem turismo e conhecerem as belezas que nós temos”, disse.
O músico também ressaltou a importância de reforçar o compromisso ambiental do grupo. “Estamos com uma atenção mundial voltada para o clima, e nós também estamos com essa, com a defesa da floresta em pé. É uma das normativas do Arraial do Pavulagem: sustentabilidade, cuidado com o lugar, cuidado com as pessoas. Então, estamos aqui neste momento com a oportunidade de demonstrar um pouquinho disso, provocando aqueles que voltem em outro momento para conhecer a profundidade que é viver a cultura amazônica”, explicou.
REPRESENTANTE DA CULTURA AMAZÔNICA
Ao ser questionado sobre a preparação para esse grande momento, Júnior Soares foi categórico: o grupo já nasceu pronto para representar o povo amazônico. “A gente já nasceu preparado, né? Eu acho que quando a gente forma uma brincadeira dessa na rua, com essa dimensão, com essa formosura, está preparado para tudo. O que nós estamos mostrando é o que nós somos para as pessoas. Ou seja, vamos mostrar o nosso som e a nossa música, um pouquinho só, só para a pessoa degustar. O resto é para provocar para que venham aos arrastões que a gente faz na rua, realmente, e que chamem a banda Arraial do Pavulagem para poder conhecer essa música que a gente toca aqui”, contou.
Com a batida dos tambores, o som das rabecas e o azul vibrante dos brincantes, o Arraial do Pavulagem transformou o primeiro dia da Cúpula dos Líderes em uma celebração da Amazônia viva, reafirmando que, na terra do boi-bumbá e do carimbó, a cultura também é um ato de resistência e de esperança pelo futuro do planeta.
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