Lucas Contente (DOL) – Durante o primeiro dia da COP30, realizada em Belém, o senador Fabiano Contarato (PT-ES), presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado, destacou a importância de o Brasil apresentar resultados práticos nas discussões sobre sustentabilidade e justiça climática. Em entrevista ao DOL, o parlamentar defendeu que a conferência seja marcada por ações efetivas e pela inclusão das populações amazônicas nos debates globais sobre o clima.
“Eu me sinto extremamente honrado, como brasileiro e como presidente da Comissão de Meio Ambiente, em poder mostrar ao mundo por que preservamos nossos biomas. É fundamental que a comunidade internacional entenda essa realidade e enxergue também as condições das pessoas que vivem na Amazônia, especialmente no Pará”, afirmou o senador.
Contarato ressaltou que o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado é uma garantia constitucional, prevista no artigo 225, e disse esperar que a COP30 avance na redução das desigualdades sociais. “Espero que esta COP tenha um caráter mais propositivo e objetivo, que vá além dos discursos e apresente resultados concretos”, disse.
Ao avaliar os principais desafios ambientais do país, o parlamentar citou o saneamento básico como um dos temas centrais. “Quando se fala em preservação ambiental, há impacto direto na saúde pública, na segurança, na geração de emprego e na educação. É preciso enfrentar o déficit de saneamento, especialmente na Amazônia”, observou.
Segundo o senador, investimentos nessa área também fortalecem a economia. “Com aporte financeiro adequado, é possível atingir 100% de cobertura de saneamento básico. Isso impacta indicadores de saúde, educação e segurança. É um problema interdisciplinar, que precisa ser tratado de forma integrada”, completou.
Contarato também destacou a necessidade de o Brasil continuar como protagonista nas discussões climáticas, citando a regulamentação do mercado de carbono como um passo importante. “Já avançamos nessa pauta e precisamos manter o ritmo. O Brasil tem condições de liderar esse debate global”, pontuou.
O parlamentar reforçou, ainda, a importância de enfrentar o racismo ambiental e de adotar políticas públicas voltadas às populações mais vulneráveis.
“Quem primeiro sofre com os crimes ambientais não são os políticos, mas as populações ribeirinhas, costeiras e que vivem em palafitas. É preciso olhar para essas pessoas e oferecer soluções efetivas”, afirmou.
Para ele, a COP30 deve priorizar resultados concretos. “É preciso deixar de romantizar o debate e garantir resolutividade. Caso contrário, repetiremos o mesmo ciclo de discursos sem entregas reais”, concluiu.
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