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terça-feira, março 10, 2026

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Embrapa lança plataforma para monitorar a saúde do solo na COP30

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Lucas Contente/DOL – A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apresentará, durante a COP30, em Belém, um conjunto de tecnologias voltadas à agricultura de baixo carbono e ao monitoramento da saúde do solo. A instituição também lançará novas plataformas e certificações que integram o esforço nacional de mitigação das emissões e de adaptação às mudanças climáticas.

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, informou que as ações integram o programa Caminho Verde Brasil, coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que prevê a recuperação de cerca de 40 milhões de hectares de áreas degradadas. “Estamos apresentando tecnologias que contribuem para a recuperação da saúde do solo, desde o sistema de plantio direto até a integração lavoura-pecuária-floresta”, explicou.

Entre as principais iniciativas está o lançamento da Plataforma Solo-BR, que reúne 52 mil amostras de solos de diferentes regiões do país. A ferramenta permitirá monitorar, em tempo real, indicadores de fertilidade e carbono, auxiliando políticas públicas e práticas agrícolas sustentáveis.

Além disso, a Embrapa vai divulgar os protocolos e o selo de carne de baixo carbono, bem como avanços nos programas voltados à soja e ao leite de baixo carbono. Outras linhas de pesquisa incluem cultivares mais resistentes ao estresse hídrico e a doenças, além de biossumos e bioprodutos para uma agricultura menos dependente de insumos químicos.

A presidente destacou que essas iniciativas reforçam o papel do Brasil na transição para sistemas produtivos sustentáveis.

“O país já é referência em integração de sistemas e consegue produzir e preservar simultaneamente. A agricultura tropical brasileira tem potencial de contribuir para a segurança alimentar global e para a redução das emissões”, afirmou.

AgriZone será vitrine de tecnologias

Durante a COP30, a Embrapa oferecerá a AgriZone, espaço dedicado à inovação agrícola e às práticas sustentáveis. O evento é resultado de uma parceria entre a Embrapa, o Ministério da Agricultura e Pecuária, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, e o Ministério do Desenvolvimento Social, com apoio de empresas privadas.

No local, os visitantes poderão conferir vitrines tecnológicas que demonstram diferentes formas de produção e participar de mais de 400 palestras, painéis e debates sobre agricultura regenerativa, bioeconomia e mitigação de gases de efeito estufa.
A AgriZone será aberta ao público, com inscrições disponíveis no site embrapa.br/cop30.
Monitoramento e resiliência climática

Silvia Massruhá também ressaltou a importância de monitorar a saúde do solo para aumentar a resiliência da agricultura diante das mudanças climáticas. Ela lembrou que o setor é um dos mais afetados por eventos extremos, como as secas na Região Norte e as enchentes no Rio Grande do Sul.

“Quando se trabalha com sistemas sustentáveis desde o preparo do solo até a colheita, há ganho direto em produtividade e estabilidade diante das variações climáticas. A integração lavoura-pecuária-floresta permite, inclusive, o sequestro de carbono, mostrando que é possível produzir e conservar ao mesmo tempo”, afirmou.

A dirigente reforçou que a agricultura de baixo carbono é essencial para garantir segurança alimentar e para o cumprimento das metas climáticas globais. “O Brasil tem uma agricultura baseada em ciência e tecnologia, e precisamos continuar investindo em pesquisa e políticas públicas que estimulem o produtor rural a adotar práticas sustentáveis”, concluiu.

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