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domingo, março 8, 2026

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COP30: Fundo Clima recebe investimento de 1 bilhão de euros

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Lucas Quirino/DOL – Em meio às discussões globais sobre o futuro do planeta, a Conferência do Clima da ONU (COP30) foi palco de um importante anúncio para a agenda verde brasileira. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) confirmou, nesta terça-feira, 12 de novembro, a captação de R$ 7,89 bilhões (1,28 bilhão de euros) com instituições financeiras de desenvolvimento da Europa, destinados para impulsionar projetos sustentáveis em território nacional. Desse montante, R$ 6,17 bilhões (1 bilhão de euros) serão aportados diretamente no Fundo Clima, instrumento estratégico da Política Nacional sobre Mudança do Clima, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e administrado pelo BNDES.

A iniciativa é fruto da cooperação entre três grandes bancos de desenvolvimento europeus — Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW), da Alemanha, Agence Française de Développement (AFD), da França, e Cassa Depositi e Prestiti (CDP), da Itália — que se organizaram em um sindicato no âmbito da Joint European Financiers for International Cooperation (JEFIC), rede voltada ao cofinanciamento de projetos climáticos e sustentáveis. O aporte representa um gesto de confiança e compromisso do bloco europeu com o Brasil, que busca acelerar sua transição ecológica e fortalecer sua economia de baixo carbono.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou o simbolismo do anúncio em plena COP30.

“A contribuição das instituições de desenvolvimento europeias para o Fundo Clima é uma demonstração da importância estratégica extraordinária desse instrumento do governo brasileiro na agenda da transição ecológica global. O fortalecimento dos laços entre Brasil e União Europeia é parte de um movimento estratégico do governo do presidente Lula de ampliação das relações diplomáticas e econômicas com o resto do mundo”, afirmou.

Durante o evento, a executiva Christiane Laibach, representante do banco alemão KfW, ressaltou que o Brasil reúne valores alinhados aos da Europa no equilíbrio entre desenvolvimento e sustentabilidade.

“O Brasil tem uma longa história de proteger o clima e apoiar a sustentabilidade, enquanto desenvolve sua economia. O Fundo Clima é um grande passo, pois combina a proteção ambiental com o desenvolvimento de uma economia verde e descarbonizada. Essa parceria simboliza a força da cooperação europeia e o compromisso de longo prazo com o Brasil e com o povo brasileiro”, afirmou Laibach.

Já o presidente da Agence Française de Développement (AFD), Rémy Rioux, enfatizou que o Fundo Clima é expressão concreta do compromisso do Brasil com suas metas ambientais, e que a Europa quer ser parceira ativa nesse processo.

“O Fundo Clima demonstra o engajamento das autoridades brasileiras e do BNDES em conduzir sua própria transformação ecológica. Também é uma prova do compromisso da União Europeia e de seus Estados-membros com o desenvolvimento sustentável. Os bancos públicos de desenvolvimento têm papel essencial em tornar essa transição possível, gerando confiança e mostrando que a transformação é viável”, afirmou Rioux.

O diretor da Cassa Depositi e Prestiti (CDP), Paolo Lombardo, destacou o caráter histórico da parceria e a importância de fortalecer os laços entre Europa e América do Sul.

“Esta cooperação tem um significado especial. Representa não apenas o compromisso financeiro, mas uma relação profunda de confiança e amizade entre nossos países. Estamos muito felizes em contribuir para um futuro mais verde e solidário”, disse.

Foto: Emerson Coe/DOL

Além do aporte coletivo no Fundo Clima, o BNDES também anunciou duas captações diretas com o KfW, no total de R$ 1,729 bilhão (280 milhões de euros), voltadas para projetos de mobilidade urbana e energia renovável, reforçando o compromisso com a transição energética brasileira.

Criado em 2009, o Fundo Clima financia ações voltadas à redução das emissões de gases de efeito estufa e à adaptação do país aos efeitos do aquecimento global. A parcela não reembolsável é coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, enquanto o BNDES opera a parcela reembolsável, responsável por fomentar investimentos sustentáveis em todo o território nacional.

O anúncio em Belém reafirma o protagonismo do Brasil na pauta ambiental global e o papel estratégico da COP30 como espaço de convergência entre governos, instituições financeiras e sociedade civil em torno de um objetivo comum: construir uma economia verde, inclusiva e de baixo carbono para as próximas gerações.

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