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domingo, março 8, 2026

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COP das Mulheres em Belém: um ato por justiça climática e protagonismo feminino

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Andressa Ferreira/DOL com informações da assessoria: No domingo, 16 de novembro, Belém (PA) será palco de um dos atos mais potentes da COP30: a caminhada “Mulheres por Justiça Climática – Do Mar do Rio 92 às Águas de Belém”. O evento conecta o legado do Planeta Fêmea, criado durante a Eco-92, ao presente das lutas ambientais e sociais, reafirmando o protagonismo das mulheres na defesa da Amazônia e na busca por justiça climática. A concentração está marcada para às 12h30, na Estação das Docas, de onde o grupo seguirá em cortejo até a Praça da República.

A mobilização é organizada por movimentos como a Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), ANMIGA, Instituto Alziras, Marcha das Margaridas e Marcha das Mulheres Negras, reunindo vozes feministas, antirracistas e internacionalistas de todo o país e da América Latina. O ato visa mostrar que não há solução climática possível sem a participação ativa das mulheres — especialmente das mulheres indígenas, negras e amazônidas, que estão na linha de frente da resistência ambiental.

A programação tem início com a chegada do Barco Feminista e Antirracista, que parte da Universidade Federal do Pará (UFPA), sede da Cúpula dos Povos, levando 100 representantes de movimentos sociais, artistas e lideranças políticas. Entre as presenças confirmadas estão Maria Gadú, Célia Xakriabá, a ministra das Mulheres Márcia Lopes, a ministra dos Povos Indígenas Sonia Guajajara e a diretora executiva da COP30, Ana Toni. Também foram convidadas Anielle Franco, Marina Silva e Janja Lula da Silva, reforçando o caráter plural e político da caminhada.

Durante o trajeto, performances artísticas, tambores e cânticos ecoarão pelas ruas de Belém, transformando o ato em uma celebração de resistência. As participantes prestarão homenagens para defensoras da floresta e dos direitos humanos, como Antônia Ferreira dos Santos e Marly Vianna Barroso, símbolos da luta por um mundo mais justo e sustentável. A chegada na Praça da República será marcada pela exibição do vídeo original do Planeta Fêmea (1992), um tributo à histórica aliança global das mulheres pela Terra.

COP DAS MULHERES: um chamado à ação

Mais do que um ato político, a caminhada representa um chamado à ação diante da emergência climática que ameaça ecossistemas e comunidades. As mulheres reivindicam que a justiça climática seja entendida também como justiça social, reconhecendo os impactos desiguais da crise ambiental sobre as populações mais vulneráveis. Ao trazer a Amazônia para o centro das discussões, o movimento evidencia que proteger a floresta é também proteger modos de vida, saberes ancestrais e o futuro comum da humanidade.

Na COP30, a presença feminina tem se mostrado essencial para ampliar o debate e propor soluções baseadas no cuidado, na solidariedade e na equidade. O ato “Mulheres por Justiça Climática” reafirma que não há transição ecológica sem justiça de gênero. Assim como em 1992, quando o Planeta Fêmea denunciou as desigualdades e celebrou a força transformadora das mulheres, Belém volta a ser o ponto de partida de uma nova onda de esperança e mobilização global pela vida e pelo planeta.

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