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domingo, março 8, 2026

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COP 30 reforça aliança entre educação e sustentabilidade como caminho ao futuro

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Lana Oliveira/DOL – A realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, marca um momento histórico para o Brasil e, especialmente, para a Amazônia. O evento tem reunido líderes mundiais, pesquisadores, estudantes e representantes de comunidades tradicionais para discutir soluções urgentes para o enfrentamento das mudanças climáticas.

Durante o encontro, o Ministro da Educação, Camilo Santana, ressaltou a grandiosidade da COP30. “Estive na Green Zone e fiquei impressionado com a quantidade de pessoas, a energia, a vibração em todos os temas. São alunos apresentando suas experiências, universidades, institutos federais, comunidades indígenas e tradicionais. […] Espero que essa COP possa sensibilizar os chefes de Estado em todo o mundo e que possamos sair daqui compreendendo a importância da educação na conscientização ambiental das nossas crianças e jovens”, declarou.

Além de refletir sobre os compromissos globais de redução de emissões, o ministro enfatizou a necessidade de fortalecer a educação ambiental nas escolas brasileiras, defendendo uma política nacional robusta e integrada.

“O Brasil tem um plano nacional de educação ambiental, mas ele ainda é muito pontual. O que estamos propondo é a construção de uma política nacional de educação ambiental escolar, com governança, formação de professores e metas claras. Apenas 1,7% dos professores da educação básica têm formação na área. Precisamos preparar melhor nossos educadores e integrar os saberes das comunidades tradicionais”, explicou Santana.

Segundo o ministro, o objetivo é consolidar a educação ambiental tanto no currículo escolar quanto na formação docente, criando um sistema coordenado e sustentável.
“Com o Sistema Nacional de Educação, poderemos fazer isso com mais segurança e de forma mais articulada. O papel do MEC é coordenar, induzir e apoiar as redes estaduais e municipais para que nossas escolas formem cidadãos conscientes e comprometidos com o meio ambiente”, destacou.

O ministro da Educação, Camilo Santana. | Foto: Lana Oliveira

UFPA: ciência e compromisso com a Amazônia

Entre as instituições de ensino presentes na COP30, a Universidade Federal do Pará (UFPA) tem se destacado como a única universidade com estande próprio no evento. O reitor da UFPA, professor Gilmar Pereira da Silva, celebrou a oportunidade de representar a academia amazônica em um fórum global.

“É uma alegria grande poder estar aqui. A gente é o único stand de universidades, e isso nos alegra muito. Entendemos que temos um papel importante em relação à ciência e a trazer outros saberes para o debate. Estamos mobilizados, com atividades na Zona Azul, na Cúpula dos Povos, na Escola de Aplicação e junto com o BNDES. Queremos dar nossa contribuição para o estado, a Amazônia e o planeta”, afirmou o reitor.

Para Gilmar Pereira, a COP30 reforça a necessidade de integrar as pautas ambientais a outros direitos fundamentais.

“O meio ambiente é muito importante, o clima é muito importante, mas para ter um bom clima tem que ter boa educação, boa saúde, direitos humanos, cuidado com as águas e com as florestas. É uma combinação de fatores que precisamos desenvolver para que o planeta e todos nós sejamos saudáveis”, ressaltou.

A UFPA vem desenvolvendo, ao longo das últimas décadas, diversos projetos e núcleos de pesquisa voltados à sustentabilidade e à proteção da Amazônia.

“Há 50 anos criamos o Núcleo de Altos Estudos Amazônicos e, depois, o Núcleo de Meio Ambiente. Temos atividades nas engenharias, na medicina, no direito, e projetos ligados à biodiversidade, ao clima e às águas. Temos cursos de agronomia em Altamira e Cametá, engenharia florestal, e pesquisadores atuando em parceria com instituições dos Estados Unidos, Europa, Canadá e África. É uma universidade que se move cotidianamente no sentido da inclusão e da sustentabilidade”, destacou o reitor.

A COP30 tem mostrado que o enfrentamento das mudanças climáticas passa, necessariamente, pela educação e pela formação de uma consciência ambiental coletiva. O protagonismo de escolas e universidades brasileiras no evento reforça que investir em conhecimento é investir no futuro do planeta.

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