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sábado, março 7, 2026

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Pet sitter: profissão ganha espaço com crescimento do setor pet

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Mercado pet impulsiona nova carreira de cuidadores domiciliares. Foto: IA

O avanço do mercado pet no Brasil tem aberto novas frentes de atuação profissional. Cada vez mais vistos como membros da família, cães e gatos passaram a demandar cuidados especializados, especialmente quando seus responsáveis precisam se ausentar por viagens ou compromissos profissionais.

Nesse cenário, a atividade de pet sitter, responsável por acompanhar os animais em casa ou em hospedagem temporária, surge como uma alternativa de trabalho que une afinidade com os bichos e oportunidade de geração de renda.

Com milhões de pets vivendo nos lares brasileiros e mais da metade das famílias convivendo com pelo menos um cão ou gato, cresce a busca por serviços que garantam conforto e segurança aos animais na ausência dos tutores. 

O pet sitter é o cuidador que acompanha cães, gatos e outros animais de estimação. Foi a partir dessa necessidade que Isabela Oliveira iniciou sua trajetória na área. 

“Minha trajetória começou devido a uma necessidade, eu já estive na posição de tutora que muitas das vezes não tinha tempo de dar uma assistência maior para os meus pets devido minha jornada de trabalho, contava com a ajuda de terceiros, cheguei a contratar um adestrador que me acompanhou por um período, aprendi muita coisa com ele nessa época. Infelizmente ano passado fiquei desempregada e vi a oportunidade de começar a investir na área. Eu já ajudava algumas amigas e familiares anteriormente, mas foi em outubro do ano passado que comecei a divulgar o serviço”, compartilha.

Isabela Oliveira, Pet sitter. Foto: Arquivo Pessoal

A procura e períodos

Em 2024, o setor movimentou entre R$ 75,4 bilhões e R$ 77,3 bilhões, crescimento de até 12,6% em relação a 2023, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) e do Instituto Pet Brasil. Para 2025, a projeção era de R$ 78 bilhões, consolidando o Brasil como o 3º maior mercado pet do mundo, atrás apenas de Estados Unidos e China.

Segundo Isabela, a procura tem aumentado de forma significativa, especialmente em períodos de maior movimentação.

“Com certeza aumentou, percebi que os feriados são os mais competidos entre os tutores, na virada do ano e no carnaval tive muitas demandas”.

Os clientes mais recorrentes

O perfil dos clientes também revela mudanças no comportamento dos tutores. Hoje, a maior parte da procura vem de pessoas com rotinas intensas e que precisam se ausentar por longos períodos. 

“Atualmente os que mais me procuram são tutores que fazem muitas viagens relacionadas a trabalho e a estudos. Essa semana mesmo recebi duas hóspedes em casa que ficarão comigo pelos próximos 5 meses até que a tutora delas se estabilize em outro estado e possa vir buscá-las”, conta Isabela.

Cuidar de animais se transforma em alternativa de trabalho. Foto: Isabela Oliveira

A preparação para a recepção dos pets

A responsabilidade envolvida no serviço exige organização e preparo. Isabela explica que a confiança é construída antes mesmo do início do trabalho. 

“Essa foi a parte que mais me preocupou no início, pois eu, como tutora, já estive nessa posição de deixar meu pet na responsabilidade de outra pessoa, e nem todo mundo tem o mesmo cuidado que temos. Então antes de aceitar qualquer trabalho, eu procuro conhecer os tutores, os pets, o local onde ele mora e suas rotinas… cheguei a adotar a ajuda de questionários e contratos reconhecidos e assinados para a segurança de ambas as partes, afinal de contas, eles estão sob minha total responsabilidade, é uma vida da qual estou cuidando”.

Valorização

Apesar do crescimento do setor, a valorização do serviço ainda enfrenta desafios, principalmente quando comparado a soluções coletivas como creches e hotéis para animais.

“Se falarmos do ramo como na parte empresarial, vejo que estão surgindo muitos hotéis que fazem esse serviço, e as pessoas procuram e gostam bastante, mas percebo que quando o serviço é autônomo, as pessoas não valorizam ou não investem em um cuidado particular, é mais vantajoso pagar barato e deixar o pet nos cuidados da creche do que com o privilégio de ficar com uma babá”.

Pretende ingressar na área? Veja as dicas que Isabela disponibiliza

As projeções para a profissão são positivas. A expectativa é que o mercado pet mundial atinja US$ 24,59 bilhões até 2029, com avanço médio anual de 3,2%. No Brasil, o movimento aponta para mais regulamentação e profissionalização da atividade, impulsionado por iniciativas como o Cadastro Nacional de Animais Domésticos e pela ampliação da oferta de cursos específicos na área.

Para quem deseja ingressar na área, o principal conselho é investir em preparo e compreender a dimensão da responsabilidade. 

“Antes de tudo procurar conhecimento sobre a área, ter paciência e dedicação, eu costumo dizer que os pets são como crianças, eles sempre vão te demandar atenção e cuidado, então você tem que estar preparado para vários tipos de situações. Também precisa ter tempo e ser uma pessoa calma e carinhosa, os bichinhos costumam ser bem apegados a nós. Não é um trabalho difícil, mas é gratificante e ao mesmo tempo terapêutico para quem gosta de animais”.

Serviço

Pet sitter – Isabela Oliveira

Pet sitter se consolida como serviço essencial. Foto: Divulgação

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