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quarta-feira, março 11, 2026

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Nubank demite 12 após reunião tensa sobre trabalho híbrido

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Novo modelo híbrido do Nubank começará em 2026 e prevê presença física de funcionários em escritórios de diferentes países.

Dois dias após uma reunião interna marcada por tensão entre executivos e funcionários, o Nubank confirmou a demissão de 12 profissionais. O episódio ocorreu na sexta-feira (7), após um encontro virtual conduzido pelo CEO, David Vélez, para discutir a transição da empresa para o modelo híbrido de trabalho.

Segundo relatos obtidos pela Folha de S.Paulo, cerca de 7 mil dos 9,5 mil empregados da fintech participaram do “coffee break” com Vélez, na tarde de quinta-feira (6). O encontro, que tinha como objetivo esclarecer dúvidas sobre o novo regime, acabou marcado por discussões acaloradas e um “tom beligerante”, segundo fontes.

Na sexta, Vélez enviou um e-mail interno informando sobre as demissões. “Foi uma decisão difícil, mas impusemos um limite do que é desrespeito e agressão”, afirmou. O conselho de conduta do banco digital analisou os casos e determinou as rescisões por justa causa. Outros empregados receberão advertências formais.

Em nota, o Nubank disse que não comenta casos individuais, mas reforçou a importância de manter o diálogo interno. “Trabalhamos para preservar canais e rituais abertos para o livre debate entre os funcionários, mas não toleramos desrespeito e violações de conduta”, informou a empresa.

Sindicato cobra explicações

O Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região reagiu às dispensas e pediu esclarecimentos à direção da fintech. “Recebemos a denúncia sobre as demissões desses trabalhadores e procuramos a direção do Nubank para esclarecimentos e abertura de negociação sobre a suspensão dessas demissões. Os trabalhadores foram convidados a se manifestar em uma reunião e depois são punidos com demissão? Queremos esclarecimentos”, afirmou a presidenta da entidade, Neiva Ribeiro.

Ela lembrou que o Nubank havia se comprometido a manter diálogo permanente com o sindicato durante a implementação do novo modelo híbrido. “O primeiro problema já apareceu, e precisamos de uma resposta consistente da empresa”, disse.

A entidade informou ainda que está em contato com os profissionais desligados e que os relatos divergem das justificativas da empresa. Uma reunião virtual será convocada para ouvir mais funcionários e receber novas denúncias.

Mudança no modelo de trabalho

O impasse ocorre em meio à transição do Nubank para um modelo híbrido mais rígido. Atualmente, os empregados precisam comparecer ao escritório apenas uma semana por trimestre.

A partir de julho de 2026, a presença será obrigatória dois dias por semana; em janeiro de 2027, três dias. A empresa afirma que a mudança busca fortalecer a cultura interna e a colaboração entre equipes.

Funcionários de fora do Sudeste criticam a decisão, alegando prejuízo a quem vive longe dos escritórios e falta de representatividade nas discussões.

Vélez, que mora no Uruguai, afirmou que se mudará para um país com escritório do Nubank para acompanhar a transição de perto.

Expansão e novos escritórios

Para implementar a nova política, o Nubank planeja ampliar sua estrutura física. Hoje, mantém escritórios em São Paulo, Cidade do México e Bogotá, além de hubs de talentos em Montevidéu, Berlim e Durham (EUA).

Novas unidades estão previstas em Campinas, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Buenos Aires e nas cidades norte-americanas de Washington, Miami e Palo Alto.

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